terça-feira, 20 de abril de 2010

PUXADA DE CAVALOS “Avisamos que a coisa ia se complicar. Eles insistiram” POMERODE

Integrantes do Clube do Cavalo, promotor da competição,


negam responsabilidade pelas agressões e afirmam que vão manter tradição Organizadores da puxada de cavalo em Pomerode, Miro Just e o irmão dele, Ivo Just, atribuem ao público os ataques contra os defensores dos animais. Embora admita ter arremessado ovos podres contra os manifestantes, Ivo alega que os integrantes do Clube do Cavalo, promotor do evento, não foram os responsáveis pelas cenas de violência testemunhadas pelo Santa e registradas por câmeras de televisão:




Diario de Santa Catarina



– Nós avisamos para eles saírem porque a coisa ia se complicar. Mas eles insistiram. Sabíamos que isso não ia acabar bem.

Para Miro, a competição é uma “brincadeira entre amigos”. Segundo ele, a parelha (dupla de cavalos) vencedora da puxada de domingo arrastou 2,4 mil quilos. Ele reconhece que os animais arrastam até 3 mil quilos, mas afirma que todas as exigências da legislação e regras são cumpridas:

– Temos licença da prefeitura, da Cidasc, promotoria e delegacia para fazer esse evento. O que mais precisa? Não vamos desistir desta tradição.

Competição é promovida em Pomerode há 15 anos

A puxada de cavalos ocorre em Pomerode há 15 anos, segundo a prefeitura e os organizadores. A prática também é comum em Benedito Novo, Rodeio, Doutor Pedrinho, Dona Emma, José Boiteux e Massaranduba. A competição, tratada como festa pelos adeptos, tem autorização da Cidasc. Em abril de 2008, um termo circunstanciado firmado pelo Ministério Público, com a participação de membro do Clube do Cavalo e de médicos veterinários, determinou regras para a prática. Entre elas, a exigência de exames obrigatórios.

– Existem regras e uma decisão judicial. A prerrogativa de realização ou não do evento não é da prefeitura – argumenta o prefeito de Pomerode, Paulo Pizzolatti.

O presidente da Associação Empresarial de Pomerode, Fredi Zmazek Goede, faz o alerta:

– O turismo pode ser fatalmente afetado e o nome da cidade foi manchado. Não sou totalmente contra a puxada, mas contra a brutalidade que se sucedeu. Não é cabível em uma sociedade civilizada.

Baseados na Lei Federal 24.645, de proteção animal, integrantes das associações de defesa dos animais questionam o cumprimento das regras, embora a prefeitura argumente rigor nos critérios. Veterinário e professor de Zootecnia da Furb, Sérgio Silva Borges acompanhou a competição domingo e diz não considerar as provas como maus-tratos. Segundo ele, todos os animais foram submetidos a exames clínicos (de temperatura corporal, frequência cardíaca, entre outros). A prefeitura pretende rediscutir o assunto com a participação da comunidade, das associações de defesa animal e praticantes da puxada, com a intenção de impedir novas situações de conflito e garantir a tranquilidade.


Um comentário:

Cristina disse...

Essas agressões do homem com os bichos tem que parar. Já que são tão competitivos, se acham os melhores, porque não colocar os homens mais fortes para essa "puxada" Aliás, Miro Just e irmão, olhem as cenas gravadas antes de falarem mentiras. Eu sou a favor de todo povo voltar a sua terra natal, não seria má idéia.