terça-feira, 29 de abril de 2008

Veterinário dá explicação técnica sobre funcionamento do Centro de Controle de Zoonoses

No início da noite de hoje (28), moradores dos bairros Maria Zanette, Mina do Toco e Naspolini participaram de uma audiência pública explicativa sobre Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na Sociedade Recreativa Naspolini. No encontro ocorreram palestras técnicas sobre CCZ, bem como a apresentação do projeto arquitetônico do centro.


De acordo com o arquiteto André De Luca, o projeto foi elaborado com vários módulos, com distâncias de 10 metros, entre um e outro, para garantir ventilação. Ainda fazem parte do complexo uma sala de administração, garagem, almoxarifado, canil/gatil, muros com altura superior a 2 metros e um pavilhão para armazenagem e manipulação de praguicidas.

O veterinário Moacir Gaspar Junior – que é Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura e fez um estudo sobre o funcionamento de um CCZ em Foz do Iguaçu – explicou detalhadamente qual a real função e a importância do centro que trata de animais e, conseqüentemente, da saúde pública. “Diferentemente do que muitos pensam, o CCZ não é um depósito de animais, um local de extermínio de bichos, um causador de poluição sonora, cheiro desagradável e transmissor de doenças infecto-contagiosas. Muito pelo contrário, monitora, controla e previne inúmeras zoonoses”, afirmou.

Segundo o veterinário, a probabilidade de se contrair uma doença transmitida por animal é maior quando ele está solto pelas ruas do que quando está abrigado em um CCZ, onde recebe tratamento adequado. “Um cachorro solto, por exemplo, pode transmitir alguma doença por meio de mordida, lambida, ou pelas fezes. Quando está preso, não há possibilidade de transmitir nenhuma espécie de enfermidade pelo ar”, explicou.
O veterinário explicou ainda que, o CCZ presta orientação técnica e faz o controle de doenças transmitidas por animais, como a raiva, a leptospirose, entre muitas outras. Conta com mecanismos para diagnóstico, vacinação e captura de animais, além de instalações para mantê-los em isolamento. Os profissionais trabalham, também, no registro de cães e outros animais domésticos, com a finalidade de garantir as normas de saúde pública e controlar as zoonoses nas quais esses animais possam atuar como reservatórios, hospedeiros ou vetores.

(Secom: Saimon Novack)
Radio Criciuma.

Um comentário:

LOURDES SPRENGER, Apoiadora da Causa Animal disse...

Enquanto Florianópolis dá um exemplo de administração moderna e bem-estar aos animais, a cidade de Criciúma regride criando um CCZ com custos aos cofres públicos do municipio. Em nenhum momento a matéria divulga no pronunciamento do Veterinário que haverá um programa de esterilização para o controle populacional. Quanto custará ao municipio armazenar animais ao invés de proceder no controle populacional?
Lourdes Sprenger