quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Caturritas são vendidas livremente em Rivera

No Uruguai, não é proibido comercializar nem comprar as aves


Preocupado com a venda livre de caturritas em Rivera, cidade uruguaia separada de Santana do Livramento apenas por uma rua, o Consulado Brasileiro tenta alternativas para coibir esse tipo de comércio no país vizinho.

As aves são vendidas livremente a um preço médio de R$ 7 do lado uruguaio. Naquele país, a ave é considerada uma praga. No Brasil, a comercialização é proibida por lei. Nos últimos dias, a notificação de casos de psitacose, doença provocada por vírus transmitido pelas caturritas, colocou as autoridades em alerta no Estado.

As aves à venda em Rivera são capturadas nos dois lados da fronteira. Geralmente, são transportadas em gaiolas ou caixas de papelão. Como a venda ocorre apenas no lado uruguaio, os fiscais brasileiros nada podem fazer.

- Não podemos atuar lá. Se conseguirmos pegar alguém com os animais em território brasileiro, é claro que faremos algo - afirma o comandante da Patrulha Ambiental da Brigada Militar em Santana do Livramento, tenente Adailton Cassol.

Conforme a cônsul do Brasil em Rivera, Ana Lélia Beltrame, a legislação uruguaia não proíbe a caça, a venda nem a posse de pássaros. Mas o consulado propõe a apreensão dos animais e negocia um acordo com a Intendência de Rivera. As aves apreendidas seriam levadas para um criadouro, em lugar ainda a ser definido.

Enquanto isso, centenas de caturritas ficam expostas diariamente nas ruas de Rivera à espera de interessados. Segundo um vendedor que não quis se identificar, são comercializadas cerca de 40 unidades por dia.

Zero Hora tentou contato com o Ministério do Gado, Pesca e Agricultura do Uruguai durante a tarde de ontem, para saber qual a posição das autoridades uruguaias com relação à questão, mas não obteve resposta.
Zero Hora
( ronan.dannenberg@zerohora.com.br )
RONAN DANNENBERG | Santana do Livramento/Correspondente

Para o seu filho ler
As caturritas podem transmitir para as pessoas uma doença que provoca dores de cabeça, febre e tosse. O perigo é pequeno, mas existe.
Essas aves são vendidas livremente no Uruguai, país vizinho do Brasil. Por isso, o governo brasileiro está buscando ajuda dos uruguaios para que as caturritas vendidas lá também sejam apreendidas. Dessa forma, diminuiria o risco de elas deixarem as pessoas doentes, como aconteceu com policiais ambientais de Arroio do Meio.
zerohora.com
Com a doença das caturritas fazendo vítimas no Estado, você acha que a fiscalização do ingresso dos animais deve ser intensificada ou esse foi um caso isolado? Opine em

2 comentários:

Usual disse...

É praga na lavoura!Então palhaçada liberar para abate e não para criação, pois elas terão mais cuidados do que pelo governo!Na hora de querer cobrar pela falsa fiscalização eles impôem lei e depois de apreendidas e quando viram praga?!Eles mandam matar em épocas permitidas e as apreendidas vão para um criatório legal!E quanto será que o fiscal leva pela venda delas no criatório legalizado?Será que não são parentes e conseguiram uma boquinha pra infringir as leis e obter lucros com isenção de impostos ou verba pra mantê-las?!Antes de não terem o que fazer prestem a atenção se ter uma em casa ou em criatórios é tão ruim assim, quanto na natureza!Pois elas são abatidas a esmo por serem uma praga ao ver dos tomadores de espaços "habitat"!"Humanos"

Rodrigo Rossetti disse...

Eu acho que o Brasileiro com domicilio fixo poderia ter direito a criar uma caturrita, pois é permitido o abate e por que não permitem a criação???
Eu tenho Calopsitas e cuido com o maior amor, já tiveram 3 vezes filhotes em cativeiro. Essa proibição faz com que elas se tornem pragas, pois como não podemos criá-las elas se proliferam sem controle e faz com que os criadouros se abusem no preço. E isso é que faz gerar contrabando e caça ilegal!!!! Criar de forma consciente é uma forma de preservar!!!