domingo, 5 de dezembro de 2010

Novos adeptos à causa

Atualmente, diversas ONGs, movimentos de grupos independentes e o poder público abraçaram a causa dos animais. No ano passado, a primeira-dama de Porto Alegre, Regina Becker, criou a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos (Comppad).

A responsável pela Coordenadoria, Maria de Lourdes Sprenger, afirmou que o foco de atuação é o mesmo do tempo de Palmira Gobbi, a defesa dos animais; porém, com uma nova visão. "Naquela época não se falava em controle da população de gatos e cães de rua por meio de esterilização, por exemplo", afirma Maria de Lourdes.




Segundo ela, a Prefeitura de Porto Alegre tem realizado ações com apoio de dez ONGs registradas e movimentos de grupos independentes em localidades como a vila Dique e a Lomba do Pinheiro, onde a população de animais de rua é expressiva. "A Organização Mundial da Saúde recomenda que 70% da população de cães e gatos seja esterilizada para evitar o descontrole", diz.

Além da esterilização, um novo conceito introduzido na luta em defesa dos animais é o da "posse responsável". Ao optar por ter um animal doméstico o dono deve tratá-lo bem e não abandoná-lo na rua. "Ao mesmo tempo em que aumenta a população de rua, o abandono gera transtorno para toda a sociedade, pois o bicho sofrerá maus-tratos, irá se tornar agressivo, vai procriar e pegar doenças", explica.

Outro pilar das ações apoiado pela prefeitura são as feiras de adoção de animais. "Hoje em dia, não se recomenda mais o armazenamento por longos períodos, pois o bicho precisa ter seu espaço", afirma. A colocação de chips na altura do pescoço do animal é uma nova técnica de controle que está sendo usada pelo Centro de Controle de Zoonoses de Porto Alegre e por algumas clínicas veterinárias da Capital. No chip ficam armazenados todos os dados do animal, inclusive o nome do responsável. Isso facilitará a punição por abandono, que está apoiada na lei 9.605/98 do Código Ambiental, equiparando os animais domésticos aos silvestres e exóticos. Na primeira ocorrência, o responsável é fichado. Se reincidir no erro de abandono ou maus-tratos, a pena prevista vai de três meses até um ano de reclusão.
Fonte:Correio do Povo


























































































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