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sábado, 7 de julho de 2012

Criação de gatos em lares brasileiros cresce mais, apesar de cães ainda dominarem


Estimativa é de que população de felinos domesticados no país cresça o dobro em relação aos cachorros em 2012

mila Almeida
kamila.almeida@zerohora.com.br



Gatos já levaram pessoas a julgamento nos tempos da inquisição, por estarem relacionados à bruxaria durante a Idade Média. Na cor preta, viraram sinônimo de mau agouro. Contrariando a história e as superstições, a personalidade dos felinos vem fazendo com que cada vez mais lares sejam abertos para criá-los como membros da família.

Ainda que a população de cachorros seja bem maior que a de gatos nas casas brasileiras — 35,7 milhões contra 19,8 milhões — estes últimos ganham espaço. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) é de que, em 2012, haja o dobro do crescimento da presença dos gatos com relação à de cães.

Os dados não surpreendem a veterinária Lorena Eva Bigatti, proprietária de uma pet shop de Porto Alegre. Ela diz que em todos os cursos dos quais participa, o lema de que o futuro pertence aos gatos vem sendo propagado.

— Geralmente quem opta pelos gatos tem mais de um. Eles também têm frequentado as pet shops, e os profissionais precisam estar preparados para atendê-los em todas as esferas — diz Lorena.

Escolha do mascote depende do dono

Foi o que fez a veterinária Fernanda Vieira Amorim da Costa, professora da UFRGS e dedicada ao estudo da Medicina Felina:

— A vontade de ter um companheiro, somada à falta de tempo para cuidar de um animal, acrescida da verticalização das residências, fez com que os gatos ganhassem mais espaço nos lares. Nos EUA, o número de felinos já ultrapassou o de cães. A tendência é de que o Brasil se aproxime dessa realidade.

Flávia Souza de Aguiar, 55 anos, entrou nessa onda. Tinha uma cadela da raça labrador quando morava em casa. Há 14 anos se mudou para um apartamento. Não poderia levar o cão, mas nem pensava em ficar sem um bichinho. Ganhou um gato. Encantou-se. Hoje tem dois: Boris, apelidado de ruivão, de oito anos, e Kika, uma gata persa de cinco anos.

— A grande vantagem é que eles são autolimpantes. Só levo para cortar as unhas e banho é uma vez por ano — conta Flávia.

Todo esse frisson voltado aos bichanos não tem nada a ver com aversão aos cachorros. Tem espaço para todos. Na visão da veterinária e doutora em Psicologia Ceres Faraco, será crescente a necessidade de inserção de animais na sociedade:

— Somos seres sociais. Gatos e cachorros, também. A escolha de qual será esse bicho de estimação vai depender é da personalidade do seu dono.

Por que gatos?

O gato de Tatiana Gomes Filippe é preto. Tem amigo dela que estranha o fato de ela ter um gato, que dirá preto. Mas Duffy é muito mais do que um mascote, é o companheiro de Tatiana. Considera-se sortuda pela opção.

— Ele toma café da manhã comigo, me espera para a janta, chego a hora que for e não dorme enquanto eu não me deitar. Brinco que é uma mola: se eu não quero que ele fique comigo, boto no chão e ele volta — conta.

A fonoaudióloga já teve um cachorro de grande porte quando morava em Santa Maria. Gostava, mas, para ela, os movimentos bruscos e a atenção que ele exigia eram exagerados. Quando veio para Porto Alegre, há 20 anos, optou por um gato e comemora a decisão ao observar a delicadeza e o carinho de seu persa.

— Duffy fica sozinho o dia todo, não faz barulho, não incomoda ninguém. Chego cansada e não preciso descer com ele para que faça as necessidades. Tirando as bolas de pelos que ele solta pela casa, é perfeito — diz Tatiana.

Como o filho de Tatiana tem 28 anos e já está casado, Duffy passou a ser a criança da casa. É cheio de vontades:

— Não quero saber de outro animal aqui em casa. Já tentei um peixe. Depois, tirei uma cria dele e fiquei com um filhote. Ele pegava o filho e largava na porta de casa. Não pude ficar com ele também.

Por que cães?

Camila Domingos Machado, 30 anos, sofreu um baque quando a cadela Cindy morreu, há sete anos. Demorou até que a família se encorajasse a ter um novo mascote. Faz nove meses que Chico, um shih tzu, foi parar na casa dos Machado e, desde então, vive como um rei.

— É cheio de brinquedos e de vontades. É tratado como da família. Dorme do lado da minha cama e ronca como uma pessoa — brinca.

Apesar de gostar de todos os bichos, Camila nunca quis ter um gato. Acha que o cachorro combina mais com o temperamento dela: agitado.

— O gato é muito independente e chega perto quando quer. Acho o cachorro mais simpático. Está sempre disposto a brincar, dá para passear no parque. Nunca me sinto sozinha agora que tenho ele. É só eu chegar em casa que ele faz uma festa. Até se engasga — conta, aos risos.

O trabalho de ter de levá-lo para a higiene a cada 15 dias e a necessidade de um tempo para passear e gastar as energias de Chico só animam a família. A paixão impede que se enxergue qualquer defeito no pequeno. Até quando rouba as roupas das gavetas e sai correndo, vira atração no lar.

— Ele alegrou a nossa casa — concordam os Machado
Jornal Zero Hora

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PELA POSSE RESPONSÁVEL - NÃO AO ABANDONO!

Verão é a estação do abandono de mascotes.
Com a chegada da temporada de veraneio o número de animais abandonados aumenta consideravelmente na Capital.


Moradores que saem em viagens de férias e não têm condições de levar os mascotes deixam os bichos em ruas e parques da cidade. Campanhas e ações da prefeitura e de ONGs tentam conscientizar a população a encaminhar os animais à adoção.

– É usual as pessoas abrirem portas de carros e largarem mascotes, que foram bem tratados a vida inteira, na rua – lamenta Lourdes Sprenger, da Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos (Comppad).

A campanha Posse Responsável, lançada oficialmente neste mês pela prefeitura, busca dar visibilidade ao abandono que ocorre principalmente nesta época. Cartazes educativos foram colocados em ônibus e lotações. A intenção é promover a conscientização dos donos e o bem-estar dos animais. O abandono é considerado crime pela lei dos crimes ambientais, com pena prevista de três meses a um ano de detenção.

– Se a pessoa não quer mais o animal, que pelo menos busque um amigo ou um vizinho, ou encaminhe para a adoção. E esterilize o animal – pondera Lourdes.

A recomendação dela é para que as pessoas que querem se desfazer dos bichos procurem Organizações Não Governamentais (ONGs) de proteção animal e anunciem em jornais ou clínicas veterinárias. Informações: 3289-3613.


Fonte: Caderno do Moinhos/ZH

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

PROJETO CONTRA O ABANDONO DE ANIMAIS

Política da Fé
Contra o abandono


Não existe uma estatística precisa sobre o número de animais que vivem nas ruas das cidades brasileiras, mas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para 1 milhão de gatos e 2 milhões de cães abandonados no País.

Além de ser considerada uma maldade, o abandono de bichos é um fato que ajuda na disseminação de zoonoses (doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos e vice-versa).

Para evitar esses problemas, o deputado estadual Otoniel Lima (PRB/SP) é autor de projeto de lei que cria o registro geral do animal. Se aprovado, todo proprietário de cachorro ou gato deverá registrar o animal em estabelecimentos veterinários ou órgãos credenciados pelo Poder Executivo.

No documento constarão dados do animal e do proprietário, data das vacinas (sendo as antirrábicas obrigatórias) e outras informações. Já o bicho terá implantado um microchip na pele dele com as informações cadastrais.

“A obrigatoriedade do registro possibilitará que um cão perdido e cadastrado tenha seu proprietário rapidamente identificado e comunicado, além de se poder atribuir ao mesmo a responsabilidade nos casos de acidentes e ataques.

Ele não poderá se eximir da responsabilidade alegando que o bicho não é seu”, explica o deputado.

O texto propõe ainda várias medidas que regulamentam a criação de animais domésticos, como, por exemplo, as regras de segurança para cachorros de raças bravas, além de determinar que os órgãos públicos apreendam cães e gatos de rua e os encaminhem para adoção ou para abrigos de entidades protetoras.

O projeto prevê também a implementação de programas de controle reprodutivo e de educação para a posse responsável.

O não cumprimento acarretará multa ao infrator cujos valores serão revertidos para o custeio de castrações e campanhas de educação para a posse responsável.


Postado por Professor Néstor Daniel Leserre

Clarisse Wenerck
redacao@folhauniversal.com.br

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

1,4 mil animais já foram castrados. Próxima etapa é na Vila Sabiá - SP


A partir de amanhã começa a castração gratuita de cães e gatos na região da Vila Sabiá.


O serviço é uma antiga reivindicação não apenas dos moradores que assistem a população de cães e gatos se multiplicando nas ruas da cidade, mas também das ongs que pregam a posse responsável de animais. A ação é destinada aos cães e gatos, machos e fêmeas, com mais de seis meses de vida e atenderá os bairros Vila João Romão, Vila Zacarias, Bairro dos Morros e Vila Sabiá. Os moradores interessados devem fazer inscrição amanhã e quinta, no Centro de Saúde da Vila Sabiá, das 7h às 19h. As castrações serão feitas num espaço cedido Igreja Presbiteriana da Vila Sabiá, sempre nas terças e quintas, nos meses de maio e junho.

De acordo com a Seção da Zoonoses da Prefeitura, o atendimento segue cronograma e critérios técnicos, observando os bairros e regiões da cidade que apresentam maior concentração de animais de rua e semi-domiciliados. A Secretaria de Saúde informou que antes de um bairro ser atendido, a equipe da Seção de Zoonoses visita a localidade e realiza um censo animal, entrevistando os moradores e consultando quantos têm interesse em castrar o animal de estimação.

A médica veterinária responsável pela Unidade de Controle Animal de Sorocaba, Lílian Nascimento, afirmou que o levantamento prévio foi feito pela equipe do Programa Saúde da Família. O censo animal dos quatro bairros apontou a proporção de 5,2 habitantes para cada cão e 39 habitantes para cada gato. Dos 2009 imóveis visitados, mais de 40% dos proprietários demonstraram interesse em castrar seus animais. Do total levantado, a divisão foi de 51% de machos para 49% de fêmeas e 87% de cães para 13% de gatos.


Balanço


Desde o final de 2008, quando foi inaugurada, a Unidade de Controle Animal de Sorocaba já realizou 1.439 castrações até o mês de março deste ano. No primeiro trimestre de 2010, 409 cães e gatos foram castrados, numa média mensal para 136 cirurgias.

Dentre os animais esterilizados, 60% é de caninos e 40% de felinos. A distribuição por sexo é 70% fêmeas e 30% machos. Com esta divisão, a equipe da Seção de Zoonoses estima que mais de 11,9 animais deixaram de nascer em Sorocaba nos últimos quinze meses. O cálculo é baseado em estudos de que uma única cadela tem duas crias anuais, com 6 filhotes cada e uma única gata tem três crias anuais com quatro filhotes cada.

O mais importante nisso tudo é a conscientização da população para a necessidade de controlar a população animal para reduzir o abandono e evitar problemas de saúde pública. Quase 12 mil cães e gatos deixaram de nascer e sabemos que boa parte desses animais viveria solto nas ruas, salientou Lilian. Além de atuar nos bairros onde há maior concentração de animais, a UCA também castra gratuitamente os cães e gatos adotados nas feirinhas promovidas pela Zoonoses ou no posto fixo de doação que funciona no Canil Municipal. De toda a nossa demanda, 10% é de animais adotados, o restante é do trabalho desenvolvido nos bairros, frisou Lílian.

Desde o início das atividades em Sorocaba, dezenove bairros já foram contemplados pelo serviço. Três na primeira etapa e dezesseis na segunda, que está em andamento. Em agosto será aberta uma nova fase da castração em mais doze bairros da Zona Norte, todos localizados ao lado direito da avenida Ipanema, nas adjacências da Vila Angélica, Nova Sorocaba e Vila Carol.

Os veterinários informam que há várias vantagens para a castração. No caso das fêmeas, elas vivem mais, deixam de ter o cio, deixam de atrair machos, diminuem os tumores de mama e útero e ficam mais tranquilas. Para os machos, também está comprovado que aumentam o período de vida, ficam mais tranquilos, diminuem os latidos e uivos, a necessidade de urinar por toda parte para demarcar território, as fugas e brigas e ainda o risco de transmissão de doenças.
Fonte:Jornal Cruzeiro do Sul
Sorocaba e região

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Abandono de animais aumenta no início do ano - São Bernardo/SP.

O período de férias escolares é o de maior preocupação em relação ao abandono de animais nas cidades do ABC. Prova disso foi o aumento de casos registrado na cidade de São Caetano.


Nos meses de novembro e dezembro de 2008, 27 cães foram deixados pelas ruas. Neste ano, os números aumentaram: foram abandonados 30 cães e 20 gatos.

Apesar das campanhas de conscientização realizadas pelo município, os dados indicam que a população continua a deixar os animais de estimação nas ruas, principalmente para viajar. De acordo com lei Estadual, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) só recolhe animais com histórico de agressão ou de grande porte que esteja na rua e ofereça risco a população.

Embora não tenha um levantamento específico sobre o número de cães abandonados no período de férias escolares, a Prefeitura de São Bernardo informou que o número de ligações para o CCZ avisando sobre cães abandonados se mantém estável ao longo do ano. No entanto, o CCZ não tem condições de recolher e abrigar todos os cães soltos na cidade. Para minimizar esse problema, a Administração vem realizando ações no sentido de aumentar o número adoções de animais por meio da realização de feiras de adoção, parcerias com ONGs e outras iniciativas.

A Prefeitura de Mauá informou que não há registro do número de casos de abandono de animais, mas que após a promulgação da recente Lei Estadual 12.916/2008 houve um aumento significativo no número de reclamações de animais pelas ruas, principalmente no verão. Além disso, a Vigilância em Saúde do município está implementando um projeto de controle da população canina por meio da castração e da identificação por chip eletrônico e ainda elaborando um projeto de lei de posse responsável, para que se evitem casos de abandonos e de maus tratos a animais.

O Centro de Controle de Zoonoses de Diadema informou realizar apreensão de animais agressores em vias públicas e sem proprietário e animais em sofrimento, como atropelados e doentes periodicamente a fim de evitar a superlotação e atender ao limite adequado de animais em suas instalações. Atualmente o CCZ conta com 40 cães.

Em Ribeirão Pires, segundo a Prefeitura, não há registro de cães abandonados no município por conta das férias ou festas de fim de ano. Apesar disso, o canil municipal realiza apreensão seletiva ou o recolhimento de animais agressivos ou doentes que estão nas ruas. A estimativa é de que a cidade possui aproximadamente 19 mil cães e o canil municipal conta com 15 cães para adoção.
Fonte:Repórter Diário
Natália Fernandjes






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sábado, 28 de novembro de 2009

SP ganhou 900 mil cães e 350 mil gatos em apenas seis anos

População de animais cresceu, respectivamente, 60% e 152%; enquanto isso, número de habitantes subiu 3,5%


Pouco mais de 11 milhões de pessoas vivem em São Paulo, mas a população que mais cresce na cidade não é a humana. Enquanto o número de homens, entre 2002 e 2008, cresceu 3,5%, a quantidade de cães aumentou 60% e a de gatos, 152,17%, de acordo com estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).

O último censo animal, realizado em 2002 pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), indicava 1,5 milhão de cães e 230 mil gatos supervisionados - com algum responsável - na capital. Em 2008, a população canina alcançou 2,4 milhões e a felina, 580 mil.

Estima-se que para cada 4,5 moradores da cidade exista um cão. O bairro do Grajaú, extremo sul, é a região com maior quantidade absoluta de cães: 135 mil. Apesar disso, no Campo Belo, também na zona sul, a razão entre moradores e cachorros é maior. Para cada 1,5 morador há um cão no bairro.

Bimbo, um cocker spaniel inglês de 4 anos, é um deles. Mora e passeia todos os dias pelas ruas da região. "É a minha sombra, meu neném. O Bimbo é um membro da família", comenta a engenheira Monise Villano, de 30 anos. A região com menor quantidade de cachorros por habitante é o distrito de José Bonifácio, na zona leste. Lá, para cada 13,6 pessoas há um cão.

Pensando em aumentar a "família", composta atualmente por Nikita, uma pit bull de 8 anos, e duas poodles, Meg e Bambina, de 7 e 11 respectivamente, o empresário Danilo da Silva, de 22 anos, sonha em se mudar. "Quero ir para um espaço maior. Convenci minha mulher. Não queremos ter filhos, mas pretendemos criar mais cães."

A médica veterinária e mestranda Bianca Davico Canatto, também coordenadora da pesquisa, afirma que o crescimento da população felina é ainda mais expressivo. Em sete anos, o número de gatos duplicou. O distrito de Raposo Tavares, na zona oeste, abriga a maior quantidade de gatos: 29 mil. Estima-se que para 19 homens na cidade exista um felino. No Butantã, há um gato para cada 2,3 moradores. A proporção é maior no Tatuapé: 56,4 pessoas por bichano.

QUESTÃO DE ESPAÇO

Segundo o professor e coordenador do estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Augusto Dias, os números ajudam a desconstruir a "falsa impressão de que exista mais cães na periferia do que em regiões nobres". "Não existe uma relação em ter mais ou menos cães com o nível socioeconômico. Acreditamos que a quantidade está ligada ao espaço disponível."

Assim, bairros compostos por imóveis (residenciais ou comerciais) com áreas externas grandes abrigam a maior parte da população canina. "Já em áreas verticalizadas, independentemente se ricas ou pobres, a concentração de felinos é maior", completa Dias. Para o levantamento, os pesquisadores da USP visitaram 12 mil residências.

Pela primeira vez, animais em imóveis comerciais foram contabilizados nesse tipo de pesquisa. "Anteriormente, animais que cuidavam de um terreno, empresa, loja ou imóvel abandonado não eram contados. O que, além do crescimento natural das populações, pode ter influenciado nas contagens", explica Ricardo Augusto Dias, coordenador do estudo.

Além da distribuição de cães e gatos na cidade, o censo animal 2008 também servirá para traçar um perfil da saúde das populações animais. Agora, a Prefeitura pretende utilizar os dados para definir as próximas campanhas de vacinação, controle de doenças, castração e adoção. "Eles (a Prefeitura) têm um retrato macro sobre a distribuição de cães e gatos na cidade. Com as informações de cada um dos 96 distritos será possível direcionar as ações e torná-las ainda mais eficazes", afirma o coordenador.

Em regiões como as do Itaim-Bibi, Bela Vista, Consolação, Moema, Jardim Paulista e Pinheiros, 100% das populações de cães e gatos são vacinados em clínicas veterinárias particulares. "O que torna inexpressivas ações de vacinação nesses bairros", ressalta Dias.

Os cachorros paulistanos têm em média 4,9 anos; 52,6% são machos; 16,7% estão esterilizados; 36,1% são vacinados em clínicas veterinárias particulares e 30,4% foram comprados. Já os gatos têm em média 3,9 anos; 41,3% são machos; 40,6% esterilizados; 32,5% vacinados em serviços particulares e apenas 8,7% comprados. "Com os felinos não há a mesma preocupação com a raça. Os sem raça definida são bem aceitos, ao contrário dos cães", diz Ricardo Augusto Dias. "A valorização da raça dos cachorros é puro modismo. Não existe uma escolha consciente e adequada da raça. Aí, quando o animal cresce, o dono o abandona."

O professor ainda alerta para um dado geral das populações: só 20,2% dos animais vão pelo menos uma vez ao ano ao veterinário (frequência sistemática). O distrito do Morumbi, na zona sul, concentra a maior atenção à saúde canina e felina: 69,8% dos animais costumam frequentar o veterinário. Em José Bonifácio, na zona leste, apenas 1,8% dos animais são acompanhados por especialistas.




Fonte:Felipe Oda - Jornal da Tarde

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domingo, 4 de outubro de 2009

Não existe cão vadio, existe animal abandonado

Feira de Proteção Animal atraiu bom público no Centro Cívico (foto: Franklin de Freitas).







100% dos animais em abrigos de Curitiba já tiveram um lar e foram simplesmente descartados.



Curitiba praticamente não tem cão vadio, aqueles que nasceram e se criaram nas ruas. Uma estimativa corrente entre as entidades que abrigam animais é de que 100% dos cães que chegam até eles foram abandonados. Só nas instituições que trabalham no amparo deste tipo de animal doméstico seriam cerca de 4 mil abrigados Curitiba não tem um número exato de animais nas ruas. O melhor que se tem em números é uma estimativa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) de 2005. Por essa estimativa, seriam aproximdamente 15 mil os cães abandonados na Capital.
“Falta ainda a consciência da posse responsável”, diz Soraya Simon, da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (Spac). Segundo ela, a pesquisa da UFPR mostrava que menos da metade dos animais na Capital teriam casa e seriam bem tratados. Outros 48% seriam semi-domiciliados, ou seja, teriam livre acesso entre o quintal da casa e a rua. E 3% viveriam em situação de abandono. A estimativa é de que seriam 450 mil cachorros na Capital.
Para ajudar a conscientizar a população sobre a posse responsável, a Spac e outras sete entidades ou projetos que trabalham na proteção animal se reuniram ontem na Feira de Outubro da Proteção Animal, que aconteceu no Centro Cívico. Ontem, foi comemorado o Dia de São Francisco de Assis, e o Dia Internacional dos Animais. São Francisco é protetor dos animais.
Na feira, que além de barracas de comidas e bebidas, também comercializou produtos destinados aos animais, a renda foi toda revertida para os programas que as entidades desenvolvem. Na Spac, por exemplo, são mais de 900 animais entre cães e gatos abrigados na sede do Santa Cândida, que necessitam de ração, atendimento veterinário e medicamentos.
“O que arrecadamos atualmente na clínica veterinária e com as doações que recebemos só dá para manter a estrutura dos atendimentos no Santa Cândida. Temos todas as despesas que qualquer outro tem. Essas feiras ajudam muito”, diz Soraya.
Além da Spac, participaram da feira na Rua Euclides Bandeira a Amigo Animal, a Associação Vida Animal (Avan), Beco da Esperança, Gatos Mil, Pense Bicho, projeto Focinhos e a Quatro Patas. Quem visitou a feira pôde conhecer o trabalho das entidades, e ainda recebeu uma oração pelos animais. Aquela mesma que São Francisco de Assis escreveu nas areias.




Fonte:BemParaná

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

O LUGAR DOS MASCOTES - ESTATISTICA








O Brasil tem 25 milhões de cães e 7 milhões de gatos dentro dos lares, de acordo com a pesquisa Radar Pet, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal.
O estudo abrange as classes A, B e C em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Brasília, Campinas e Curitiba.

Foram entrevistadas 2,1 mil famílias em um universo que envolve 20% dos lares brasileiros. A cidade que mais tem cães e gatos é Porto Alegre, com 56%, seguida de Curitiba, com 55%. São Paulo teve índice de 43% e o Rio de Janeiro, 41%. Um dado curioso é sobre o motivo de não ter mais animal em casa. Segundo 38% dos entrevistados, o último animal morreu e a dor da perda foi grande. De acordo com o sindicato da indústria, a cinomose (doença viral) é a principal causa das mortes. A doença foi praticamente erradicada nos países desenvolvidos por meio de vacinação. No Brasil, apenas 20% dos cães são vacinados contra a doença.

(Jornal Destak, São Paulo/ SP/ 22.07.09)


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segunda-feira, 27 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

NOSSA FAMÍLIA ANIMAL



























A relação milenar entre homens e bichos de estimação entrou numa nova fase.
Mais do que amigos, eles agora são como filhos. E a convivência pode ser tão
complicada quanto a dos pais com um adolescente temperamental.



A DAMA E O VIRA-LATA
Quando a atriz Daniele Suzuki adquiriu a dachshund Margarida, em 2005, sua mãe lhe deu um ultimato. "Ela queria que eu desistisse da ideia. Então, decidi que era hora de morar sozinha", diz. Hoje, Daniele também acolhe Pimenta, filha de Margarida. E, ainda, Tatuí - resgatado de uma ninhada de vira-latas que encontrou numa praia carioca. "A adoção foi uma bênção. Os três vivem em harmonia", diz Daniele.



Iniciada entre 25 000 e 50 000 anos atrás, a relação entre homens e bichos domesticados teve, a princípio, fins essencialmente utilitários. Cães vigiavam aldeias, ajudavam a caçar e pastorear. Gatos eram bem-vindos por exterminar ratos e outras pragas. Provavelmente a afeição, desde cedo, teve um papel nesse relacionamento. O primeiro indício concreto de um elo de emoção entre um humano e um animal data de 12 000 anos: são restos fossilizados de uma mulher abraçada a um filhote de cão, encontrados no Oriente Médio. O certo é que o afeto remodelou, ao longo dos séculos, os laços que nos ligam a cães e gatos. E continua a remodelá-los. É o que revelam pesquisas de comportamento ao mostrar que, mais até do que amigos, os bichos de estimação são hoje vistos como filhos ou irmãos em boa parte dos lares que os acolhem. Na Europa e nos Estados Unidos, o porcentual de donos que consideram seus bichos como familiares já chega a 30% (veja o teste). No Brasil, de acordo com pesquisas da multinacional francesa Evialis, uma das maiores fabricantes de alimentos para animais de estimação no mundo, esse índice é de 10% - mas aponta para cima.

Como todas as relações ancoradas na emoção, essa não é imune a crises. Os donos muitas vezes não sabem impor os devidos limites ao comportamento de seus companheiros de quatro patas - e o drama ganha cores semelhantes ao dos pais que enfrentam adolescentes revoltosos. Em meio à crescente indústria de produtos e serviços para bichos, emergiu até mesmo uma nova categoria profissional - a dos psicólogos de animais, adestradores especializados em lidar com cães e gatos neuróticos. Não, a neurose não é uma exclusividade humana. "Pessoas que aboliram a simplicidade de sua vida procuram, por meio de seus cães, reencontrá-la", diz o mais famoso desses adestradores, o mexicano Cesar Millan. "Elas precisam, no entanto, se educar para isso."

COMPANHIA DE BOLSO
Baby, yorkshire de 9 anos, é a companheira de todas as horas da jogadora de vôlei Virna. "Decidi adotá-la porque, com tantas viagens, não tinha tempo para um segundo filho. Mais tarde, ela me ajudou a superar uma separação", diz. Virna carrega a cadela - uma toy de 3 quilos - até para locais onde bichos são proibidos. "Para entrar no cinema, fecho a Baby na bolsa e peço que fique quietinha", conta








Das pinturas rupestres aos ratos e cachorros antropomórficos de Walt Disney, os animais são vistos com um misto de estranhamento e familiaridade. Nas fábulas mais tradicionais, são espelhos das qualidades e defeitos morais do homem. Mas a literatura também já os representou como forças indomáveis e irredutíveis da natureza




No século XIX, a teoria da evolução de Darwin desbancou o homem do ápice da criação para reposicioná-lo como apenas mais um dos animais moldados pela seleção natural. Essa revisão tem implicações éticas radicais. O filósofo australiano Peter Singer defende a igualdade plena de direitos entre homens e animais. Para ele, o "especismo" - a ideia de que os humanos são superiores aos demais seres - é uma forma de discriminação tão insustentável quanto o racismo. De certo modo, gatos e cachorros já galgaram um lugar privilegiado nas considerações morais das pessoas. A morte de um bicho querido começa a ser cercada de cerimônia: o Pet Memorial, cemitério de animais na Grande São Paulo, realiza em média trinta velórios e 200 cremações por mês, com custos que vão de 700 a 2 000 reais. Para muitos, a perda de um animal leva a uma situação de luto tão difícil de superar quanto a morte de um parente ou amigo.

O Brasil tem 32 milhões de cães e 16 milhões de gatos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação, a Anfal Pet. Acredita-se que seja a segunda maior população desses bichos no planeta, inferior apenas à existente nos Estados Unidos. Em 2008, esses animais devoraram 1,8 milhão de toneladas de ração: 1,6 milhão de comida para cães e 200 000 toneladas de ração felina. Ainda segundo a Anfal Pet, existem cerca de 40 000 pet shops espalhadas pelo país. Em proporção à população de cães e gatos, esse número é um assombro. Significa que há um desses estabelecimentos para cada 1 200 bichos - contra uma farmácia para cada 2 600 pessoas no Brasil. Os donos mais afetivos são cada vez mais numerosos, no Brasil e no mundo. Em Nova York ou Paris, é comum ver senhoras empurrando seus cães em carrinhos, como bebês. Nos Estados Unidos, ainda, acaba de entrar em atividade a Pet Airways, companhia de viagens aéreas para bichos. No Brasil, o mercado de produtos e serviços para animais de estimação movimenta 9 bilhões de reais por ano.

A Radar Pet - uma pesquisa recém-concluída com 1 307 pessoas de oito metrópoles, idealizada por uma entidade do setor, a Comissão Animais de Companhia (Comac) - fornece uma visão da intimidade dos brasileiros com seus cães e gatos. Eles estão presentes em 44% dos lares das classes A, B e C - e em lugares como Porto Alegre, Curitiba e Campinas já figuram em mais de metade das casas. O novo status que cães e gatos estão assumindo nos lares tem pelo menos duas razões sociais distintas. A primeira diz respeito ao encolhimento das famílias. Hoje são raros os casais que optam por ter mais de um ou dois filhos - o terceiro, que costuma desembarcar em casa quando esses já estão mais crescidos, é quase sempre um cão ou gato. Como demonstra o Radar Pet, as famílias em que os filhos adolescentes ou adultos ainda moram com os pais são aquelas em que a presença dos bichos é mais forte. O segundo fator é o crescimento do contingente de pessoas que vivem sozinhas nas grandes cidades e buscam um companheiro animal. Cães e gatos têm chances menores de obter abrigo nos lares formados por casais com filhos pequenos. "Nessa fase, as crianças monopolizam as atenções. Não sobra tempo para os animais", diz o executivo Luiz Luccas, presidente da Comac.

PLANTÃO VETERINÁRIO - Em junho, a zootecnista paulista Fernanda Manelli passou por um susto. Lana, sua bernese de 3 anos, quase morreu em razão de uma castração malfeita. A cadela foi salva graças aos novos recursos da medicina veterinária. Ao se constatar, por uma tomografia computadorizada, que um abscesso já comprometia vários órgãos, ela foi operada às pressas. "Gastei 3 000 reais. Mas a vida da Lana não tem preço", diz.

As mesmas contingências da vida contemporânea que levam as pessoas a buscar uma proximidade maior com os animais também agravam os problemas da convivência. "A rotina maluca faz com que muitos donos não consigam lhes devotar o devido tempo e atenção", diz o especialista em comportamento animal César Ades. Em casos extremos, os cães se tornam agressivos ou depressivos. Os mais angustiados pela ausência do dono partem até para a automutilação. A preocupação exacerbada com a saúde é outro desdobramento da humanização dos bichos, que contam hoje com recursos médicos avançados, como exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada. Plásticas com fins unicamente estéticos são proibidas pelos conselhos de veterinária, mas algumas clínicas oferecem intervenções para melhorar a aparência de um bicho afetado por um acidente ou derrame. "O tratamento de uma doença crônica custa por volta de 8 000 reais", informa Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, o maior de São Paulo.

O domador Cesar Millan acusa a perda da "simplicidade instintiva" que regia a relação entre homem e cão nos primórdios da domesticação. Os especialistas têm por certo que os lobos dos quais os cachorros atuais descendem rodeavam os acampamentos humanos atraídos pelos restos de alimentos - mas daí à sua domesticação há um salto que ainda não se explicou satisfatoriamente. "Os cães demonstraram grande capacidade de assimilar nosso estilo de vida. Isso talvez explique por que a evolução nos fez tão amigos deles, e não de outros primatas, o que à primeira vista talvez parecesse mais lógico", diz Barbara Smuts, da Universidade Harvard. Os gatos também se adaptaram à vida na companhia das pessoas, mas nunca abriram mão da independência e do instinto de caçadores.

NEUROSE CANINA
O labrador DJ, de 3 anos e meio, é um triste exemplo de cão neurótico. Há um ano, começou a se automutilar sempre que ficava só. A dona, a economista carioca Victoria Costa Pires, já tentou de tudo: dermatologistas, psicólogos, florais de Bach. O bicho não parou de se machucar nem com o uso de um protetor. "Agora, vou tentar um tratamento à base de óleo de carro queimado", diz Victoria. Pobre DJ.


A principal forma de comunicação entre o homem e os cães é a linguagem corporal - cães são exímios leitores de gestos e expressões faciais. Nem por isso são surdos à linguagem verbal. Inventor de um famoso ranking de inteligência das raças caninas, o pesquisador americano Stanley Coren averiguou que os lulus mais espertos são capazes de agir em resposta a até 165 palavras simples - mesmo número de vocábulos dominado por uma criança de 2 anos. Um experimento brasileiro é uma demonstração impressionante da capacidade dos cães de associar palavras e símbolos a determinados objetos e ações. Conduzido por César Ades e pelo zootecnista e adestrador Alexandre Rossi, o estudo tem como estrela Sofia, uma vira-lata que aprendeu a acionar um teclado com opções de imagens para expressar seus desejos, como comer ração ou dar um passeio. De outro lado, os cães, mesmo investidos da condição privilegiada de integrantes da família, ainda são mal compreendidos pelos humanos. O balanço de rabo, universalmente entendido como sinal de alegria, não significa exatamente isso. A tradução sugerida pelo pesquisador Stanley Coren é a seguinte: "Aceito ser submisso a você, mas espero ganhar algo em troca".

Cães são programados para seguir um líder de matilha - e para, ao menor sinal de fraqueza do líder, se impor. Esse traço da personalidade canina é a matéria-prima dos programas televisivos de adestramento. Com seu impressionante domínio da linguagem corporal dos animais, Cesar Millan doma até os mais renhidos pit bulls. Esse tipo de enfrentamento direto, contudo, já suscitou críticas - inclusive de entidades de defesa dos animais. Alguns profissionais dizem que os métodos de Millan são antiquados ao enfatizar a punição do cão indisciplinado. A tendência preponderante hoje é o chamado adestramento positivo, em que se obtém a obediência por meio de recompensas, como comida. Seja ela reforçada por meios punitivos ou positivos, a disciplina dos bichos tornou-se uma questão urgente dentro dos lares. Tanto quanto as crianças, eles precisam de limites. Os direitos humanos dos animais devem ter sua contrapartida. Não é possível ter a mesma atitude do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, um dos luminares do século XVIII. Ele, que abandonou cinco filhos, nutria adoração genuína por seu cachorro, Sultan. Para Rousseau, as almas despóticas não toleravam gatos porque o gato é livre e não aceita ser escravo. Quanto a Sultan, ele escreveu: "Meu cachorro era meu amigo, não meu escravo: sempre tínhamos a mesma vontade, mas não porque ele me obedecesse". Entusiasta do mito do bom selvagem, Rousseau era mesmo um romântico.

Com reportagem de Bruno Meier e Carol Vaisman


Fonte:Veja


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terça-feira, 21 de julho de 2009

A CAPITAL ANIMAL

Mais da metade dos lares têm bicho de estimação
Pesquisa feita com 2,1 mil famílias em oito metrópoles revela que Porto Alegre concentra maior número de residências com cães e gatos do país



E para gato também. Uma pesquisa nacional aponta a capital gaúcha como a líder no ranking das metrópoles com maior número de lares com cães e gatos. Entre as classes A, B e C, 56% das famílias têm pelo menos um animal em casa.

Viver em Porto Alegre é bom para cachorro.

Onível de presença canina e felina nas residências da Capital é superior à média nacional, de 44%. Além disso, os porto-alegrenses também lideram a propensão a adquirir um animal doméstico. Entre as pessoas sem animal de estimação em casa, 19% disseram que pensam em comprar ou adotar um nos próximos meses.

A preferência nacional é pelo cachorro. Em Porto Alegre, eles estão em 76% dos lares que têm animais. Os gatos aparecem em 11%. Em 13% das casas, os moradores criam juntos cães e gatos. No país, os casais com filhos adultos são o tipo de família que mais tem animal doméstico (45%). O percentual é superior ao dos solteiros (21%) e ao dos idosos (14%).

Para a psicóloga Márcia Tomasi, muitas vezes um mascote é como se fosse um membro da família:

– Há casos em que o animal substitui o afeto de um parente que se foi. Nas famílias numerosas, o cão ou o gato serve como agregador familiar.

Encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal, a pesquisa Radar Pet entrevistou pessoas de 2,1 mil lares em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Campinas.

Embora registrem o maior percentual de animais nos domicílios, os porto-alegrenses não se esmeram nos cuidados: 82% dos donos só buscam atendimento quando eles apresentam doenças.

maicon.bock@zerohora.com.br

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vigilância Sanitária começa recenseamento canino e felinos em Bagé/RS

A partir da próxima terça-feira (03) a equipe da Vigilância Sanitária começa a fazer o recenseamento dos pequenos animais da cidade, com o apoio do Núcleo Bageense de Proteção aos Animais São Francisco de Assis (NBPASFA).



A ação começará pela zona leste, compreendendo as vilas e bairros Prado Velho, Ivo Ferronato, Malafaia, Nova Esperança, Santa Tecla, São Bernardo, São Bernardo, Getúlio Vargas, Ferreira, Loteamento São Pedro, Severo, Jardim do Castelo, Estrela D’Alva, Dois Irmãos, Ipiranga, Bonito, Dos Anjos, Pedra Branca, Balança, Habitar Brasil, Morgado Rosa, São Judas, Loteamento Dona França e Ferroviária.

A atividade faz parte do Programa de Controle de Zoonoses, e para ser feita uma análise completa, não só do número de animais domésticos, como também das condições que eles se encontram, será aplicado um questionário que avaliará profundamente estes aspectos.

A ficha será aplicada por casa e, além de conter os dados de identificação do bicho e do proprietário, com endereço, haverá um espaço para ser preenchido com o indicador do número de animais existentes na casa, sexo e espécie.

Informações de como o animal é tratado - como, água limpa, muro, tela, vai-e-vem, corrente, pote de comida e se dorme em casinha - também serão assinalados, assim como, se o animal possui algum tumor, se está sarnoso, magro, com fêmea está prenha ou no cio.

Ainda será ponderado se haverá necessidade de castramento e também a incidência de carrapatos nos cães e nas casas, que aumenta muito no quente verão da cidade.
Prefeitura Municipal de Bagé/RS.
http://www.bage.rs.gov.br/noticias_visualiza.php?idnoticia=3127


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