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segunda-feira, 14 de março de 2011

COLEIRA SCALIBOR

ESTAMOS DIVULGANDO O SITE E TELEFONE PARA INFORMAÇÕES SOBRE A COLEIRA SCALIBOR DEVIDO AO SIGNIFICATIVO NÚMERO DE EMAILS RECEBIDOS COM ESTA SOLICITAÇÃO.



0800 70 70 512
www.intervet.com.br


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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

LEISHMANIOSE - CARTA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLINICOS VETERINARIOS DE PEQUENOS ANIMAIS- ANCLIVEPA / BRASIL

A ANCLIVEPA BRASIL divulga aos seus associados sua análise e posicionamento referente à questão da Leishmaniose Visceral Canina - LVC, em nosso país.


Durante o ano de 2010 o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV realizou encontro técnico-científico sobre a questão da LVC no Brasil, no qual participaram médicos veterinários especializados nas áreas de saúde pública, epidemiologia, clinica médica, além de diretores do CFMV, ANCLIVEPA BRASIL, MAPA, Ministério da Saúde, OPAS e dos CRMVs. Desse encontro, o SISTEMA CFMV/CRMVs divulgou CARTA que situou a realidade da LVC NO BRASIL. De forma idêntica, o CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO MATO GROSSO DO SUL (CRMV-MS), promoveu o Iº SIMPÓSIO SUL-MATO-GROSSENSE DE LEISHMANIOSE, com objetivos de informar, atualizar, discutir e orientar médicos veterinários, médicos, advogados, juízes, promotores e delegados sobre os aspectos técnico-científicos e jurídicos da Leishmaniose que foram divulgadas conclusões para toda a classe médica veterinária e a sociedade em geral. Além disso, as ANCLIVEPAs REGIONAIS promoveram por todo país SIMPÓSIOS sobre o tema, procurando informar e discutir o problema.


Está claro que a LEISHMANIOSE VISCERAL é doença grave, que leva ao óbito animais e humanos, sendo considerada pela OMS endemia prioritária em ações de controle nos 88 países em que está presente. A população brasileira demonstra crescente interesse no conhecimento dessa doença e, sem dúvida, está a cada dia conhecendo mais, não somente sobre a doença, mas também sobre as ações de controle preconizadas pelos agentes de saúde pública do Brasil.


Dessa maneira, a ANCLIVEPA BRASIL pontua os seguintes aspectos:


1 – Reconhece o importante papel dos CONSELHOS DE MEDICINA VETERINÁRIA no esclarecimento à sociedade em relação à LEISHMANIOSE VISCERAL.


2 – Parabeniza o CFMV e os CRMVs que promoveram eventos relativos a discussão do assunto, bem como suas imparciais conclusões, que apontaram falhas cruciais para se alcançar o controle da doença no Brasil


3 – Conclama que demais Entidades e Conselhos da Medicina Veterinária do país realizem, em 2011, espelhados nos exemplos dos CFMV e CRMV-MS, encontros voltados para o tema. Esses encontros permitem vislumbrar os equívocos existentes na orientação pública em relação ao controle da Leishmaniose Visceral no Brasil


4 – Divulga que a revisão sistemática da OPAS em janeiro de 2010, concluiu que as ações de controle adotadas no Brasil, não demonstram eficácia. Além disso, essa mesma revisão indica que o controle do vetor seria melhor estratégia do que a polêmica eliminação canina.


5 – Informa que outros reservatórios urbanos foram identificados, fragilizando ainda mais a eliminação canina praticada pelo serviço público.


6 – Reitera que os métodos diagnósticos atuais para a Leishmaniose Visceral Canina, mantém-se frágeis e levam à morte milhares de cães com resultados falso positivos.


7 – Enfatiza a necessidade de medidas de proteção dos cães contra os vetores, distribuindo colares inseticidas ou inseticidas tópicos em animais nas regiões afetadas e a realização de vacinação contra LVC em regiões endêmicas.


8 – Defende o tratamento de cães afetados, amparada nas evidencias cientificas de que a eliminação desses cães não diminuiu o risco de contaminação humana, além do fato de que os cães tratados mantém-se saudáveis, sem capacidade infectante e constantemente protegidos da aproximação do vetor. Essa conduta encontra respaldo não só em publicações científicas mas também em documentos oficiais da OPAS e OMS.


Baseados nesses pontos a ANCLIVEPA BRASIL declara que:


1 – Discorda da proibição do tratamento canina, imposta pela portaria interministerial 1.426/2008, que vem sendo mantida em detrimento de todas as evidencias de sua ineficácia e inexeqüibilidade.


2 – Defende a opção do tratamento de cães assintomáticos com a autorização e responsabilidade legal do proprietário.


3 – Defende campanhas públicas de educação em controle do vetor, desfocadas da eliminação de cães. Para isso, será necessário investimento em contratação de mão de obra permanente e treinamento para que as visitas de controle não se limitem à identificação de animais sororeagentes com o objetivo de sua eliminação. Essas visitas devem dar orientações preventivas para o controle da transmissão vetorial.


4 – Exige aplicação das verbas publicas em medidas éticas que busquem diagnósticos corretos, controle do vetor através de campanhas de aplicação de inseticidas centrados nos cães.


5 – Não concorda com diagnósticos imprecisos que resultem em eliminação dos animais. Defende exames seguros e repetidos conforme acompanhamento médico dos animais..


6 – Defende e busca o diálogo com os agentes públicos.


Esses são os pontos defendidos pela ANCLIVEPA BRASIL que têm sido apresentados pelo país.


A ANCLIVEPA BRASIL prioriza a saúde da família. A ANCLIVEPA BRASIL promove seus debates com o intuito de esclarecer que o cuidado com a vida dos animais é ação de saúde pública. A ANCLIVEPA BRASIL promove discussões objetivando manter os médicos veterinários atualizados sobre o assunto.


A ANCLIVEPA BRASIL reitera que o combate da LVC desse ser centrado no controle do vetor.


Reunião de Diretoria da ANCLIVEPA BRASIL.

Salvador, 31 de janeiro de 2011

Paulo Carvalho de Castilho
Presidente ANCLIVEPA BRASIL




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sábado, 23 de outubro de 2010

SP colocará chips em 20 mil cães para combater leishmaniose

A Secretaria da Saúde de São Paulo informou nesta quarta-feira que cerca de 20 mil cães irão receber microchips para identificar animais infectados com leishmaniose visceral americana.

O projeto Legal pra Cachorro será implementado esta semana e tem como objetivo monitorar, pelos próximos dois anos, os cães de dez municípios da região de Marília, onde foram registrados 96 casos e oito mortes de humanos pela doença em 2008 e 2009.


Segundo a secretaria, no microchip ficarão armazenadas as informações sobre a saúde do animal e o endereço. O chip também terá resultados de exames de sangue que serão realizados no período da pesquisa. Em Adamantina, os cães também irão receber uma coleira, que tem efeito repelente e inseticida, matando o inseto transmissor da doença ao picar o cão.

A leishmaniose é transmitida pela picada de insetos conhecidos como flebotomíneos (mosquito palha) e tem o cachorro como hospedeiro. Os municípios participantes do projeto são Adamantina, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha, Sagres e Salmorão. A ideia é expandir o projeto para outras regiões do Estado.
Fonte:Terra

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PROJETO LEGAL PARA CACHORRO SP. TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE


A Secretaria da Saúde paulista resolveu recorrer à tecnologia para combater a contaminação de - e, consequentemente, a transmissão para humanos - por leishmaniose.
A partir desta terça-feira (19), animais que vivem em dez cidades da região de Marília (interior de São Paulo)

serão alvo do programa-piloto Legal para Cachorro, criado a partir da proposta de monitorar, pelos próximos dois anos, a população canina e os casos da doença. A participação é gratuita.

Cerca de 20 mil cães participarão do programa. Cada um receberá um implante com microchip, que armazenará informações como o endereço de seu proprietário e os resultados dos exames laboratoriais de sangue realizados ao longo da pesquisa. A meta é identificar casos especificamente de leishmaniose visceral americana. Segundo a secretaria, nos anos de 2008 e 2009 foram registrados 96 casos desta doença e também oito mortes entre humanos, na região.
Fonte: Lilian Rockembach

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

I Simpósio Paulista de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) -ANCLIVEPA/SP

DATA: 07 de Novembro de 2010 (domingo das 8:00 as 18:00 horas)



Promoção: ANCLIVEPA – SP
Apoio: UNICSUL e CNAGAI
Local: Universidade Cruzeiro do Sul (Campus Liberdade)
Rua Galvão Bueno n º 868 Bloco B 2º andar
Esquina com a rua Tamandaré.

Coordenadores: Prof. Dra. Maria de Lourdes A. Bonadia Reichmann, Prof. Dr. Ricardo Coutinho do Amaral

Publico Alvo: Médicos Veterinários, Médicos, Biólogos Biomédicos e Acadêmicos de ultimo ano do curso de Medicina Veterinária.

Inscrições Valores:

• Sócios da ANCLIVEPA ( quites com 2010) Gratuitos
• Sócios das entidades co-irmãs (SPMV, ABOV, ABRAVAS, ABRV,
SBDV, SBCV, SMVZN ( quites com 2010)) R$ 50,00
• Não Sócios R$ 100,00

Observação:

Sócios em débito com a ANCLIVEPA-SP deverá inscrever-se como não sócios ou quitar seu débito para obter gratuidade.

Estacionamento: no subsolo (terceirizado)

Inscrições :

ANCLIVEPA – SP : Av. Brigadeiro Faria Lima n º 1616 11º andar
Fones: 3813-6568 / 3815-5520 (Damaris, Denise, Jéssica ou Jennifer)
E-mail: info@anclivepa-sp.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Site: www.anclivepa-sp.org.br


Conteúdo Programático

08:00 as 08:30 horas – Credenciamento.

08:30 as 9:10 horas

Tema: Situação epidemiológica da Leishmaniose Visceral Americana (LVA) no Brasil e no Estado de São Paulo.

Palestrante: M.V. Luciana Hardt Gomes (Coordenadora do Comitê de LVA do Estado de São Paulo – Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo).

9:15 as 9:55 horas

Tema: Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Agente Etiológico – Características e Métodos de Diagnóstico.

Palestrantes: Prof. Dra. Márcia Dalastra Laurenti Docente do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina USP – LIM 50 – Laboratório Especializado em Diagnóstico de Leishmaniose (Parasitológico, Sorológico e Imunoistoquímico).

10:00 as 10:30 Coffee Break

10:30 as 11:10 horas

Tema: Leishmaniose Visceral Americana (LVA) – Vetor, Comportamento e Controle.

Palestrante: Biomédico, Ricardo Ciaravolo ( Superintendência de Controle de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – SUCEN).

11:15 as 11:55 horas

Tema: Tratamento da Leishmaniose em Seres Humanos.

Palestrante: Dr. Jose Ângelo Lauletta Lindoso (Médico – Instituto de Medicina Tropical).

12:00 as 12:40 horas

Tema: Tratamento da Leishmaniose nos Animais (com a visão de Veterinário Clínico).

Palestrante: Prof. Dr. Victor Marcio Ribeiro (Médico Veterinário – Docente da Faculdade de Medicina Veterinária – PUC – Belo Horizonte, Diretor da Clinica Veterinária Santo Agostinho BH – Minas Gerais).

12:40 as 14:00 Almoço

14:00 as 14:40 horas

Tema: Tratamento da Leishmaniose nos Animais (Com a visão da Saúde Pública).

Palestrante: Prof. Dra. Mary Marcondes (Médica Veterinária – Professora Livre Docente – Faculdade de Medicina Veterinária – UNESP – Araçatuba).

14:45 as 15:25 horas

Tema: Utilização de Vacinas, Eutanásia e Controle da Doença.

Palestrante: Prof. Dra. Caris Maroni Nunes (Médica Veterinária – Professora Livre Docente- Faculdade de Medicina Veterinária – UNESP – Araçatuba).

15:30 as 16:00 Coffee Break

16:00 as 16:20 horas

Tema: Utilização de Vacina Recombinante (Leishtec) como meio auxiliar de Prevenção Contra Leishmaniose Visceral Canina.

Palestrante: Mv. Andréa Castro (Laboratório Heriade).

16:20 as 16:40 horas

Tema: Utilização de coleira Impregnada com Deltametrina a 4% (Scalibor) na Prevenção da Leishmaniose Visceral canina.

Palestrante: Mv. Andrei Nascimento (Intervet – Schering Plough ).

16:40 as 17:00 horas

Tema: Uso de Imidacloprida Associada a Permetrina (Advantage Max 3) como Medida Auxiliar na prevenção da Leishmaniose Visceral Canina.

Palestrante: Mv. Marielle Gomes (Bayer Healthcare).

17:15 as 18:30 Mesa Redonda

Mediadora: Prof. Dra. Maria de Lourdes A. Bonadia Reichmann (Instituto
Pasteur – Secretaria de Saúde).

Debatedores:

Milena Câmara - Medica Veterinária – Vigilância em Saúde/ Secretaria da Saúde – Diadema).
Victor Marcio Ribeiro – Médico Veterinário - Clinico e Docente da Faculdade de Medicina Veterinária - PUC/ BH - Minas Gerais.
Jose Ângelo Lauletta Lindoso – Médico Infectologista.
Manfredo Werkhauser – Médico Veterinário ANCLIVEPA- BR.






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Governo pode distribuir coleira contra leishmaniose

Uma nova estratégia para combater o avanço da leishmaniose no País passa a ser avaliada pelo Ministério da Saúde: a distribuição de coleiras caninas com repelente para o mosquito transmissor da doença. A ideia é fazer um estudo-piloto e, se a medida for de fato eficiente, uma ação de maiores proporções poderia ser desencadeada.



Anunciado por representantes do ministério durante o 16.º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária, na semana passada, o projeto aguarda previsão orçamentária. Mesmo sem recursos definidos, a empresa produtora da coleira disse ter sido sondada por representantes da pasta para verificar se há condições de atender um aumento repentino na demanda.
Transmitida por meio da picada de um inseto conhecido como mosquito-palha contaminado, a leishmaniose, que até alguns anos tinha como cenário principal ambientes rurais, passou a atingir também centros urbanos. De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos no País, com 1.771 mortes.

O combate a esse avanço apresenta um grande complicador. Cães são reservatórios do parasita causador da doença. Quando o animal está infectado e é picado, ele pode contaminar o mosquito. Quando a infecção do animal é confirmada, o Ministério da Saúde afirma que a única alternativa é encaminhar o animal para eutanásia. Recomendação que não é acatada por boa parte dos proprietários. Muitos até importam medicamentos para fazer tratamento nos cães, prática condenada pelo governo.

"A eutanásia se mostrou uma medida ineficaz. As pessoas acabam transferindo seus bichos para outras cidades, para outros bairros, o que aumenta ainda mais o risco de expansão do problema", diz a presidente da União Internacional Protetora dos Animais, Vanice Orlandi.

Em Brasília, a leishmaniose em cães começou a aumentar a partir de 2008. Um inquérito feito no Lago Norte, área nobre da capital, mostrou que 18% dos 5 mil cães analisados estavam doentes. Na época, moradores que não queriam entregar seus animais para a Vigilância procuraram advogados, levaram seus bichos para outros lugares ou mentiram sobre suas mortes.

Outra estratégia é borrifar inseticida em áreas infestadas. O problema é que a identificação dos criadouros não é tarefa fácil. "As coleiras impedem que o cachorro seja picado, o que ajuda a interromper o ciclo da transmissão da doença", diz o gerente da empresa fabricante, Marco Castro. Mas o produto é caro, tem de ser trocado a cada seis meses e não há nenhum estudo no Brasil que comprove a eficácia da distribuição em massa. Segundo Castro, um trabalho para avaliar o impacto da distribuição de coleiras foi desenvolvido em Campo Grande. Os resultados, porém, ainda não estão disponíveis.

Sintomas
Transmitida pelo mosquito-palha, a leishmaniose é uma doença infecciosa que pode causar feridas na pele, febre, palidez, aumento do fígado e do baço e até afetar a medula óssea.

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Fonte - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101019/not_imp626638,0..php
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Mais informações sobre Leishmaniose:
http://matarnaoresolve.blogspot.com

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fiocruz vai fazer expedição científica sobre caso de leishmaniose em Florianópolis

Objetivo é descobrir quais animais silvestres mantêm o ciclo de vida dos mosquitos transmissores



Profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, chegam à Capital, no próximo sábado, para participar de uma expedição científica em conjunto com as secretarias de saúde do Estado e de Florianópolis.

O objetivo é determinar quais os animais silvestres contribuem para a manutenção do ciclo de vida dos mosquitos transmissores da leishmaniose no Canto dos Araçás, na Lagoa da Conceição, no Leste da Ilha de Santa Catarina.

Segundo a gerente de Zoonoses da Diretoria de Vigilância epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, Suzana Zeccer, o estudo deve durar cerca de uma semana. As atividades estão previstas para começar no domingo. A equipe vai contar com a participação de 15 profissionais, entre cientistas, técnicos, biólogos e veterinários. A Fiocruz é considerada a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina.

— O primeiro passo será o reconhecimento do local e em seguida as escolhas das áreas onde serão feitas as coletas de espécies silvestres para o estudo. Depois do trabalho de campo, o material recolhido vai ser levado para a Fiocruz para análise, mas não temos como prever quando o resultado ficará pronto — explica.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, animais silvestres. Os mosquitos (insetos flebotomíneos), ao picarem esses animais, acabam sendo contaminados e se tornam transmissores.

Porém, como há muitas pessoas que moram próximas a matas, os cães podem ser infectados e transmitir para o homem. A leishmaniose visceral é crônica. Se não for tratada, pode levar à morte em até 90% dos casos humanos.

De julho até o início de setembro, quatro cães do Canto dos Araçás, na Lagoa, precisaram ser exterminados por causa da doença.

Exames confirmam cinco

A secretaria de Saúde da Capital divulgou ontem o resultado das 206 amostras de sangue de cães encaminhados ao laboratório. Do total analisado, cinco foram confirmados, totalizando nove casos.

De acordo com informações da assessoria de imprensa, foi descartada a contaminação em outros locais da Grande Florianópolis. Todos os registros positivos eram de animais do Cantos dos Araçás. Os cães devem ser exterminados.

Entretanto, a Dive informou que foram registrados 13 casos, sendo que oito foram confirmados no exame das 206 amostras e cinco foram exterminados. O chefe da Vigilância em Saúde de Florianópolis, Anselmo Granzotto, não foi encontrado pela reportagem para esclarecer a divergência nos dados informados.

Para identificar um cachorro com leishmaniose, devem ser observados sintomas como emagrecimento, feridas na pele e anemia. Porém, como há outras doenças que não são graves e possuem os mesmos sinais, o indicado é levar o animal a um veterinário se houver qualquer suspeita.

Melissa Bulegon | melissa.bulegon@diario.com.br
A NOTICIA - Joinville

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Assembleia SP aprova regulamentação do controle de leishmaniose em cães

Normas para o controle da eutanásia em cães com leishmaniose visceral foi aprovada pela Assembleia, nesta quarta-feira, 23/6.


A medida obriga a realização de exames confirmatórios de que o animal está doente e só autoriza a eutanásia nos casos em que não houver possibilidade de tratamento. O projeto para se tornar lei depende agora da sanção do governador.
Para que a incidência de leishmaniose no cão seja confirmada, o texto aprovado obriga a realização de pelo menos um exame parasitológico com resultado positivo ou um teste sorológico apenas com o objetivo de levantar dados para o controle da doença. Os exames serão oferecidos gratuitamente pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e unidades de saúde, e não podem ser utilizados para estabelecer diagnóstico ou como critério para ser aplicada eutanásia nos cães positivos. O PL assegura aos donos dos animais identificados como portadores da doença o direito de apresentarem contraprova realizada por laboratórios particulares.

Segundo o autor da proposta, deputado Feliciano Filho, líder do PV na Casa, sua intenção ao apresentá-la é a de estabelecer dados confiáveis sobre a disseminação da doença para o controle da mesma pelo Estado. O parlamentrar argumenta, na justificativa do projeto, que o Brasil é o único país a adotar, mediante lei federal, a eutanásia dos cães para controlar o surgimento da leishmaniose visceral, e que a prática não oferece garantias suficientes para continuar a ser adotada.

46 PDLs também receberam aprovação

Na mesma sessão, foram aprovados 46 projetos de decreto legislativo que tratam de pareceres do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a contratos realizados por órgãos do governo do Estado com diversas empresas.

O presidente da Assembleia, deputado Barros Munhoz, explicou o porquê da votação de tantos PDLs em sequência. “Esta votação é realizada pelos deputados paulistas após o TCE encaminhar à Casa o resultado de seu julgamento sobre os contratos. Ao chegarem ao Parlamento, os mesmos são examinados no âmbito das comissões de Finanças e Orçamento e de Fiscalização e Controle. Só depois de todas essas análises, os PDLs são submetidos à votação plenária. É uma burocracia que o Legislativo tem que cumprir, e que, no meu entendimento, poderia ser alterada”.

PROJETO

O Projeto de Lei 510/10, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PV), que normatiza o controle da eutanásia de cães portadores de Leishmaniose Visceral Canina. Segundo a propositura aprovada, para que seja feita a eutanásia em cães portadores de Leishmaniose no Estado de São Paulo será obrigatória a realização de, pelo menos, dois exames para confirmar a presença do parasita que transmite a doença no animal: um sorológico e outro parasitológico ou sorológico com antígeno recombinante. "Os exames realizados pelas prefeituras com o kit enviado pelos governos tem chegado a um índice alarmante de 48% de falso positivo. Por isso, a importância do exame de contraprova", explica o parlamentar.


O primeiro exame a ser realizado nos cães deverá ser o sorológico de antígenos totais. Os animais cujo resultado deste exame resultar positivo serão considerados suspeitos da doença, que somente será confirmada mediante a realização de um segundo exame comprobatório.

Tipos de exames

Os tipos de exames aceitos para a confirmação de Leishmaniose nos cães são, de acordo com o projeto: 1 - parasitológicos (exames cujos métodos de pesquisa identificam a presença direta do parasita ou de algum de seus componentes); 2 - sorológicos de antígenos totais (exames cujos métodos identificam a presença de anticorpos contra o parasita, tais como Rifi (Reação de Imunofluorescência Indireta) e Elisa (Ensaio Imunoenzimático); 3 - sorológicos de antígenos recombinantes (exames cujos métodos detectam anticorpos contra proteínas específicas do parasita e utilizam como antígeno proteínas recombinantes). Estes últimos minimizam a ocorrência de reações cruzadas com outras enfermidades e com a forma cutânea da leishmaniose, quando comparado com a sorologia de antígenos totais.

Os exames realizados com o intuito de investigação ou inquérito epidemiológico, feitos pelos órgãos de zoonoses, canis públicos, unidades de saúde e estabelecimentos oficiais do Estado, só poderão ser usados como levantamento epidemiológico e não como diagnóstico ou critério para eutanásia de animais.

Segundo a proposta aprovada pela Assembleia Legislativa, os animais que obtiverem resultado positivo nos exames sorológicos de antígenos totais serão considerados suspeitos e poderão realizar outros exames para a confirmação de seu estado de portador de Leishmaniose. Os exames comprobatórios deverão ser realizados de forma gratuita pelos órgãos competentes ou mesmo em laboratórios particulares, devidamente credenciados na rede oficial do Ministério da Saúde. "A obrigatoriedade da contraprova tem o fito de diminuir a angústia e o sofrimento da população que, em muitos casos, tem o seu animal, considerado membro da família, morto indevidamente", comenta Feliciano.

A Constituição brasileira garante o direito a contraprova de exames realizados pela rede pública de saúde, desde que o dono do animal faça a solicitação por escrito ao poder público.

Casos de eutanásia

Os animais somente poderão ser eutanasiados caso apresentem o seguinte quadro, cumulativamente: 1 - o exame parasitológico escolhido apresentar resultado positivo; 2 - o exame confirmatório, se realizado, apresentar resultado positivo; 3- não existir possibilidade de tratamento da doença; 4 - o proprietário assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, formulado pelo Centro de Controle de Zoonoses, o qual deve conter todas as informações prestadas ao proprietário, inclusive da possibilidade de requerer a contraprova dos exames positivos do poder público ou realizá-la a seu custo, e de optar pelo tratamento sob acompanhamento de médico veterinário.

Havendo a possibilidade de tratamento, o proprietário obrigatoriamente deverá realizá-lo, a seu custo, com médico veterinário que ficará obrigado a emitir laudo de acompanhamento semestral ao Centro de Controle de Zoonoses. "Já passou da hora dos governos tratarem essas questões relacionadas à saúde com responsabilidade, trabalhando nas causas do problema e não ficar lidando com seus efeitos", conclui Feliciano Filho.

Autor: Da assessoria do deputado Feliciano Filho
Blog da Sociedade Brasileira de ParasitologiaBlog da Sociedade Brasileira de Parasitologia

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terça-feira, 22 de junho de 2010

CFMV DECIDE TEMAS PARA DISCUSSÃO NA CÂMARA NACIONAL DE PRESIDENTES

Na CCXXVII Sessão Plenária do Conselho Federal de Medicina Veterinária,


realizada de 5 a 7 de maio, em Brasília, DF, foram debatidos e decididos os temas que serão discutidos na Próxima Câmara Nacional de Presidentes.

O evento será realizado em agosto e reunirá todos os Presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária.

Foram aprovados os seguintes temas: Leishmaniose, novos desafios da Medicina Veterinária, pecuária sustentável, animais bioreatores, agroenergia e sustentabilidade no contexto do mapeamento nacional de bioenergia, animais geneticamente modificados, produção de órgãos, qualidade da água, bem-estar animal, desertificação, sistema silvipastoril, produção de bioenergia e manejos de dejetos.

Os temas serão divididos em tópicos e sub-tópicos.

Sanidade – Com intuito de fomentar a discussão científica sobre a Leishmaniose, o CFMV prepara um encontro específico sobre o tema.

A reunião, provavelmente, acontecerá em outubro deste ano e será aberta a todos os interessados.

Assessoria de Comunicação

http://www.cfmv.org.br/portal/destaque.php?cod=286


Em 18 de Junho de 2010 aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo o maior Seminário relacionado ao assunto.

A iniciativa foi do deputado estadual Feliciano Filho, e com o tema "Leishmaniose : matar animais resolve?" o evento reuniu alguns dos maiores especialistas no assunto.









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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Petrolina intensifica combate à Leishmaniose - PE

Uma equipe de profissionais da Secretaria Estadual de Saúde e da Universidade Federal Rural de Pernambuco está em Petrolina, Sertão do São Francisco, desenvolvendo um trabalho de combate e controle da Leishmaniose.


O projeto – que tem duração de dois anos – prevê a visita mensal de técnicos ao município, onde são realizadas visitas domiciliares, recolhendo material para pesquisa e exames.

De acordo com informações do Centro de Controle de Zoonoses de Petrolina, a situação mais preocupante com relação à Leishmaniose pode ser verificada em Izacolândia, bairro da cidade.

No caso de animais com suspeita de Calazar, a equipe recolhe material para análise clínica no Recife.

“Por enquanto ainda temos que realizar estes exames fora da cidade, mas um laboratório já está sendo montando, para que possamos agir com mais rapidez”, destaca a veterinária responsável pelo Centro de Zoonoses da cidade sertaneja, Michele Paschoal.

Se o resultado da análise for positivo, o Centro de Zoonozes captura e sacrifica o animal.





Roseane Albuquerque
Do Núcleo SJCC / Petrolina



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terça-feira, 1 de junho de 2010

Casos de leishmaniose crescem e Minas Gerais já ocupam segunda posição no país

Minas Gerais é o segundo estado brasileiro em casos de leishmaniose,



uma doença perigosa que atinge principalmente os cães e que pode ser transmitida ao homem através de um mosquito. De janeiro a abril deste ano, já foram confirmados 3.680 casos da doença em cães em Belo Horizonte e 3.084 deles tiveram de ser sacrificados. O problema não atinge só os animais.

O primeiro caso da doença confirmado em ser humano em Belo Horizonte aconteceu em 1994. A Secretaria Municipal de Saúde disse que a situação é preocupante. Só no ano passado, 30 pessoas morreram. A transmissão acontece do cão contaminado para o ser humano, pela picada do mosquito- palha. Por isso é importante não criar ambiente propício pra que ele se desenvolva.

No ser humano os sintomas são: febre alta, perda de apetite, pele pálida e crescimento do fígado e do baço. Já os cães apresentam queda de pelo, perda de apetite, feridas na região do focinho e da orelha.

Só que metade dos animais que apresentam a doença não apresentam sintomas, por isso é importante sempre abrir às portas para os agentes da Zoonoses.

A presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Terezinha, na região da Pampulha está preocupada. Ela diz que cenas assim são comuns pelas ruas da vizinhança. Cachorros abandonados, correndo o risco de pegar e transmitir a doença. Já foram feitas várias reclamações na prefeitura.
Fonte:O Globo

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seminário - LEISHMANIOSE: MATAR ANIMAIS RESOLVE?

Eutanásia em cães não protege humanos’
Para especialista em saúde pública, são frágeis as evidências de que matança é benéfica para saúde de homens e mulheres.


As evidências científicas que preconizam a eutanásia em cães como forma de proteger os homens da leishmaniose visceral são frágeis e ambíguas, na opinião do médico e especialista em saúde pública tropical Carlos Henrique Nery Costa. De acordo com ele, a estratégia de eliminar cães não tem nenhum impacto sobre a saúde humana.

“Não adianta matar (cães) porque as pessoas não vão ter menos Calazar (leishmaniose). Até compreendo a “boa intenção” do Ministério da Saúde (MS), mas não é ciência. O volume de contaminações não seria maior sem as eutanásias. Não existe uma única evidência de que tirar a vida de um cachorro protege as pessoas. Não tem nenhuma eficácia”, diz o médico. Até há cinco anos, ele era consultor do próprio MS para o programa de controle de leishmaniose.

Doutor em Saúde Pública Tropical pela Harvard University, ele atualmente é professor da Universidade Federal do Piauí, médico do Governo do Estado do Piauí e Coordenador Executivo da Rede Nordeste de Biotecnologia. Costa foi indicado como referência por vários membros de entidades de proteção animal de Bauru. Ele explica que a ideia da eutanásia começou há mais de seis décadas com um famoso cientista israelense (Adler).

“Ele tratou alguns cães na Palestina com as medicações disponíveis na época e não curou. Concluiu que o melhor jeito de controlar a doença era matar os bichinhos. Logo em seguida, começou o regime comunista na China, onde a situação era deplorável do ponto de vista geral, inclusive de Calazar (leishmaniose). Decidiram então atacar o Calazar”, informa. Na época, trabalharam em três frentes: trataram em massa as pessoas, mataram cães em algumas áreas e usaram inseticida extensivamente.

O DDT era utilizado nas paredes das casas, informa o médico. O país contava na ocasião com dois tipos de leishmaniose visceral. A zoonótica (que atinge homens e animais – trata-se da encontrada no Brasil) e a antroponótica (só infecta seres humanos). “Quando começaram esse programa quase acabaram com o Calazar, mas principalmente nas áreas de transmissão entre pessoas. O Calazar Zoonótico continua na China. Mas foi concluído que matar cachorro também era eficiente”, acrescenta.

Já no Brasil, a história das eutanásias começa com o cientista Joaquim Eduardo Alencar, no Ceará, explica o médico do Piauí. “Diante da grande quantidade de casos, ele começou a matar cães. Mas tem até um trabalho dele mostrando que nos distritos onde só fez matar cães, a doença continuou igual, até piorou um pouquinho. Mas nos municípios onde ele usou DDT, diminuiu bastante”, destaca.

Do ponto de vista teórico, com base em modelagem matemática, o elo mais frágil da transmissão da doença é o inseto, não o cão (reservatório), enfatiza. “Porém, os inseticidas atuais, do modo como são utilizados, parece que não são eficientes. O que devemos reavaliar, voltar a estudar é o DDT, que é objeto de muita controvérsia”, conclui.

O Ministério da Saúde não segue as normas internacionais de consulta à comunidade científica, segundo o especialista em saúde pública tropical Carlos Henrique Nery Costa. De acordo com ele, qualquer recomendação concernente à saúde pública deve ter fundamentos científicos, conforme consta no Código Sanitário Internacional.

Para dispor de evidências científicas, o MS deveria encomendar oficialmente um texto de especialistas tanto no assunto quanto em revisão sistemática. “Ele (o especialista) escreve o texto e faz uma avaliação idônea, não enviesada da literatura. Feita a revisão, apresenta a um comitê de pessoas que lida na área e, então, é retirada uma conclusão. Se a medida deve ser tomada ou não”, explica.

Já o que foi feito em outubro do ano passado foi uma revisão bibliográfica, pondera o médico. Na ocasião, foram analisados periódicos científicos de circulação nacional e internacional, sendo que a conclusão reiterou a proibição do tratamento canino no País e a indicação de eutanásia para cães infectados. Segundo o texto elaborado pelo governo federal, os modelos de tratamento propostos atualmente podem levar a uma melhoria transitória do quadro clínico do cão, reduzindo os níveis de parasitas.

“Revisão sistemática é outra coisa. A redação tem uma série de critérios e exigências. Aquilo foi uma revisão bibliográfica que você pode fazer com quem você quiser. Como é comum que os autores tenham uma opinião formada anteriormente, portanto tenham uma afinidade maior com certas referências, a revisão bibliográfica simples não atende às exigências de uma representação idônea do pensamento científico”, finaliza.

A possibilidade de existirem outros transmissores da leishmaniose, além do ‘mosquito palha’, tem sido aventada por alguns especialistas. De acordo com Carlos Henrique Nery Costa, existem alguns estudos que também apontam como vetores um carrapato e outro inseto parecido com o ‘palha’.

“O que é cientificamente estabelecido, acordado, é o ‘mosquito palha’. Mas é possível sim que haja transmissão direta entre cães. Como um cão lambendo o outro, mordendo o outro, tendo relações sexuais. É possível, mas não sabemos a expansão disso.. A pergunta que se coloca é a seguinte: de onde vêm os parasitas que infectam os insetos? Nos seres humanos, provavelmente do sangue. Já dos cães não temos certeza. Pode ser da pele, que está doente, como pode ser do sangue também”, afirma.

Costa diz não ter nada a favor especialmente dos cães. Mas acredita tratar-se de um animal que merece respeito e humanidade. “Não pode ser submetido a nada que ameace sua vida. Os cães não são seres moralmente insignificantes”, pondera.

FONTE: JORNAL DA CIDADE









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domingo, 18 de abril de 2010

Leishmaniose em animais tem tratamento eficiente

Creio que o prefeito Rodrigo Agostinho está um tanto desinformado.


O tratamento para a leishmaniose visceral existe, não é caro e nem ineficaz, tanto que na Europa nenhum cão com a doença é sacrificado. Todos são tratados, existindo até ração específica para cão com leishmaniose, a Leishmaniasis Management da Affinity Pet Care. Segundo o professor André Luís Soares da Fonseca, M.Sc. da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, as drogas para o tratamento da leishmaniose visceral são altamente eficazes e muito baratas e podem ser, inclusive, manipuladas em farmácias. E o tratamento da doença em cães não é proibido. O que está, ainda, proibido é o uso de medicamentos da linha humana.

Em 2005, a OMS - Organização Mundial da Saúde, aprovou o uso da Miltefosina no tratamento em humanos, agora amplamente usado na Índia (onde a incidência da doença é absurda), por ser eficiente e de baixo custo. O Laboratório Virbac lançou a droga especificamente para os cães nos países da Europa, onde ela está sendo muito utilizada e apresentando até 95% de cura.

Quanto aos exames realizados pelo CCZ, o sorológico ELISA é totalmente contestável. Segundo pesquisas publicadas na Revista Clínica Veterinária (Ano XII, n. 71), nos testes sorológicos com o ELISA “a especificidade é prejudicada devido à ocorrência de reações cruzadas com doenças causadas por outros tripanossomatídeos e outros microorganismos. Portanto, seus resultados não devem ser utilizados como indicadores de infecção leishmaniótica específica. Na Espanha, onde os cães são tratados, e não sacrificados, para um cão ser considerado como positivo ele precisa apresentar sorologia positiva e, depois, ser confirmado pela biópsia e achado do parasita. Se o parasita não é encontrado, o cão não é considerado positivo. Portanto, quantos cães inocentes já foram e continuam sendo assassinados através de diagnósticos falhos e imprecisos!?!?

A autora, Sandra Regina, é militante da SOS Gatinhos - Associação Bauruense de Proteção Animal

Jornal da Cidade de Bauru

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Diagnóstico rápido de leishmaniose em cães é testado em MS

O teste pode ser realizado em regiões remotas, onde não há condições de implantação de um laboratório, beneficiando populações que não poderiam contar com outros métodos de diagnóstico



O diagnóstico da leishmaniose canina é fundamental para o controle da doença, já que o ciclo de vida do parasita causador da leishmaniose humana envolve necessariamente o cão como seu reservatório. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença acumulou, nos últimos dez anos, cerca de 400 mil casos no país. São cerca de 500 mil novos casos por ano em todo o mundo.
São muitas vantagens em relação aos métodos de diagnóstico usados atualmente: o teste rápido é mais preciso, a interpretação dos dados é mais simples e a sensibilidade é maior em relação aos testes convencionais (dez a 50 vezes maior que o ensaio de cromatografia de fluxo lateral, por exemplo). Além disso, o teste é específico para leishmaniose e é compatível com diferentes tipos de fluidos biológicos: sangue, soro ou plasma. E basta apenas uma gota de sangue do animal para um diagnóstico eficaz no próprio local da coleta.
O sistema é baseado nos testes rápidos de HIV, também desenvolvidos pela Fiocruz. Neste caso, o teste foi desenvolvido pela empresa Chembio e, após a assinatura do contrato de transferência de tecnologia no ano passado, Biomanguinhos iniciou a avaliação interna e externa do produto, solicitando ajustes para melhor adequação à realidade brasileira.
Três técnicos de Biomanguinhos acompanham de perto a aplicação em escala piloto do novo teste. A cidade de Campo Grande foi escolhida para ser o ponto de partida do projeto devido à excelência do seu Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que é modelo em todo o Brasil e tem ampla experiência no combate a leishmanioses.
"Nós apresentamos o kit aos usuários e treinamos os operadores que irão manusear o teste. Nosso objetivo é avaliar sua operacionalidade em campo e na rotina laboratorial. Este trabalho nos permitiu realizar pequenos ajustes e adequá-lo melhor às necessidades da rede brasileira", informa Pedro Paulo Ribeiro, gerente dos Projetos de Transferência de Tecnologia de Testes Rápidos de Biomanguinhos, que acompanha o projeto com André Totino, farmacêutico do Departamento de Relações com o Mercado, e Edmilson da Silva, do Laboratório de Desenvolvimento de Reativos para Diagnóstico.
Na etapa atual, o diagnóstico é obtido em cinco minutos. Nos casos positivos, é feita coleta de sangue logo após a testagem pelo kit rápido, para teste de contraprova em laboratório. O estudo se estenderá por mais localidades, em diversas regiões do país.

Aplicação fácil
O funcionamento do teste é simples: colhe-se uma gota de sangue do animal e o material é colocado em um pequeno dispositivo (com cerca de 10x10 cm). Um reagente é colocado em um recipiente do mesmo kit e, então, uma reação química aponta se o animal está ou não infectado.
O teste pode ser realizado em regiões remotas, onde não há condições de implantação de um laboratório, beneficiando populações que não poderiam contar com outros métodos de diagnóstico. "A possibilidade de dispormos de conjuntos de diagnóstico como o DPP leishmaniose visceral canina - que permitem conjugar características como a redução de custo, o tempo de reação e contribuir para melhoria de ações operacionais de campo - constitui importante instrumento para o aprimoramento do diagnóstico laboratorial da leishmaniose visceral no Brasil", completa Ribeiro. Ele ainda enfatiza que a disponibilidade de um núcleo de profissionais de excelência em desenvolvimento de produtos permitirá aliar nacionalização e tecnologia, o que possibilita uma redução de custos diretos e indiretos com economia de divisas em consonância com a estratégia de biotecnologia do governo federal.

Portal MS.Com

Agência FioCruz de Notícias

Fonte: Noticias MS

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quase 90% de cães e gatos recolhidos pelo CCZ são eutanasiados

Quase 90% dos cães e gatos capturados ou recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) são submetidos a eutanásia.




Segundo dados do próprio órgão referentes ao primeiro trimestre deste ano, 86,9% dos cachorros para lá conduzidos foram sacrificados neste período. O percentual de gatos nas mesmas condições é ainda maior: 89,8%. Os números são criticados por defensores de animais.

No entanto, segundo o diretor da Vigilância Sanitária de Bauru, Flávio Tadeu Salvador, são eutanasiados apenas animais doentes. No caso dos cães, a principal vilã é mesmo a leishmaniose. No caso dos gatos, a rinotraqueíte - altamente contagiosa entre os felinos. De acordo com Salvador, quando um gato doente é colocado com outros saudáveis, a possibilidade do restante ser contagiado é grande. “A gente tem tomado todos os cuidados para tentar diagnosticar o mais precocemente possível para não contaminar os outros”, explica.

A rinotraqueíte felina é uma doença viral semelhante a uma gripe. Os felinos que se recuperam da infecção tornam-se portadores. Com queda na imunidade podem voltar a sofrer com a doença, que provoca espirros, conjuntivite, febre e falta de apetite, por exemplo. Como na gripe em humanos, o tratamento consiste em amenizar os sintomas ao reforçar a imunidade, conforme explicaram veterinários ouvidos pelo JC. Existe vacina para evitá-la, diferentemente da leishmaniose – doença transmitida pelo mosquito palha infectado com a leishmânia.

Neste caso, o tratamento em animais é uma questão polêmica. O poder público proíbe por temer que a leishâmia se fortaleça frente aos medicamentos adotados, cujos componentes também são adotados em humanos. Numa queda de imunidade, o protozoário pode voltar a se reproduzir no organismo do cão que passou por tratamento, mas desta vez mais forte e menos suscetível aos remédios. A situação representa ameaça aos homens, que também enfrentam o problema. Ainda assim, muitos veterinários e donos de animais reivindicam o direito de tratar o bicho.

Diagnóstico

Uma outra questão controversa tem relação com o diagnóstico das doenças em questão. Atualmente, em grande parte dos casos é feito de forma clínica, com base em sintomas, para desespero dos protetores de animais. Quando chegam no CCZ, os cães permanecem em observação por cinco dias. Neste período, também ficam à disposição do dono, que pode retirá-los no órgão. Mas quando estão bem e são abandonados, vão para a adoção. Ontem, por exemplo, estavam disponíveis 36 gatos e 17 filhotes para interessados. No caso de cachorros, nenhum.

No primeiro trimestre deste ano foram 183 cães disponibilizados, sendo que 84,6% foram adotados. Já 98,1% dos gatos colocados para adoção ganharam nova família (dos 55, 54 foram adotados). “Sempre tem mais gato para adoção. As pessoas preferem cachorros, mas a gente tem estimulado a adoção de gatos por conta da leishmaniose”, informa Salvador. Quando a família se interessa, recebe o animal castrado, vermifugado e vacinado. Apesar do cuidado, a função do CCZ é cuidar da saúde do ser humano, prevenindo doenças.

Interessados em adotar animais podem procurar o CCZ pelos telefones (14) 3281-2646 ou 3281-7034.
Luciana La Fortezza/Com Lígia Ligabue
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

AUDIÊNCIA NA COMISSÃO DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA SOBRE VIGILÂNCIA SANITÁRIA / RS.



Especialista diz que febre amarela requer atenção especial do Estado









Parlamentares e autoridades debateram o combate a doenças transmissíveis

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente debateu nesta manhã (6) ações para enfrentar doenças transmissíveis como febre amarela, gripe A - H1N1 (denominada como gripe suína), dengue e leishmaniose. O coordenador de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Francisco Paz, afirmou que dentre estas quatro enfermidades, a febre amarela é a que requer maior atenção do Estado. "As demais estão inseridas em um contexto de tranquilidade", disse. Paz explicou que essas quatro doenças são consequências das atuais alterações ambientais e climáticas.

Como encaminhamento, o presidente da comissão, deputado Gilmar Sossella (PDT), afirmou que vai pedir a autorização dos membros do órgão técnico para elaborar materiais informativos sobre as quatro enfermidades. “A comissão tem o papel de ajudar a esclarecer a população de como enfrentar e evitar essas doenças, pensando sempre na qualidade de vida”, justificou Sossella. O deputado Pedro Westphalen (PP) sugeriu que a AL coloque um posto de vacinação contra a febre amarela nas dependências do Palácio Farroupilha.

Febre amarela
Conforme Paz, a preocupação com a febre amarela deve-se ao alto índice de letalidade, em torno de 48%, e de problemas envolvendo a vacina. Ele recomendou que a vacinação deve ser priorizada para as pessoas que moram na área rural, próximas as matas, rios e lagos, ou que tenham viagens para lugares de risco. “A política de controle da febre amarela no RS vem sendo a de vacinar a população em todos os locais em que estiver comprovada a existência do vírus”, frisou. O coordenador alertou ainda que portadores de HIV e os pacientes imunodeprimidos não devem ser vacinados, assim como pessoas que estejam tomando medicamentos com corticoides.

Paz garantiu que a vigilância está atenta aos deslocamentos de vetores das doenças (animais transmissores). “Em relação à febre amarela estamos monitorando a existência de bugios desde a entrada do vírus no Rio Grande, em 2001”, destacou. Ele afirmou que de outubro do ano passado até maio, o RS teve 18 casos confirmados em humanos e sete mortes, além de dois óbitos confirmados pelo uso da vacina.

Demais doenças
Paz também apresentou um relato atual sobre a Gripe A-H1N1, dengue e leishmaniose. Com relação a gripe A-H1NI, afirmou que não há casos no Estado. E tranquilizou afirmando que o monitoramento e a triagem nos aeroportos e portos estão sendo devidamente realizados. “ Estamos em consonância com as autoridades federais, estaduais e municipais para monitorar pessoas com sintomas da doença e oriundas de locais onde o vírus circula”, assegurou.

Com referência a leishmaniose, Paz reconhece a gravidade do problema que teve como porta de entrada a cidade de São Borja. “Apesar da doença estar sob controle, é preciso ainda ser discutida com a sociedade. O controle implica na eutanásia de cães que estão contaminados. Não há tratamento para esses animais e nem vacina disponível”, disse. Paz recomenda que as pessoas cuidem de seus pátios e lixos orgânicos onde prolifera-se o mosquito palha responsável pela leishmaniose.

Já a dengue está controlada no Estado. “Há dois anos não existem casos da doença. Isso significa que os municípios, a população e as equipes técnicas estão efetivamente conseguindo conter a enfermidade”. Paz lembrou que na Argentina, nessa mesma época, a ocorrência de dengue aumentou bastante. “Esse fato mostra que não é apenas o clima que interfere no controle da doença, mas o trabalho desenvolvido pela população gaúcha e pelas secretarias estadual e municipais da Saúde”, reiterou Paz.

Outras manifestações
O coordenador responsável do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, Luís Carlos Araújo, afirmou que a população não precisa ficar em pânico com relação a gripe A .“ É um momento de ação, mas também de muita cautela”, declarou. Com relação a febre amarela lembrou que o Ministério da Saúde destacou técnicos para atuarem junto a secretaria estadual.

O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Exportação de Carne Suína, Rui Saldanha Vargas, lamentou que o vírus influenza A-H1N1 tenha prejudicado também a cadeia de suínos no Brasil. “A gripe é uma enfermidade dos humanos e o suíno não é responsável pela transmissão. É seguro consumir carne de porco e seus derivados”, enfatizou.

O coordenador do programa de leishmaniose da secretaria da Saúde, Celso Anjos, falou sobre o tratamento da doença. Ele salientou que os órgãos internacionais recomendam que não seja feito tratamento com drogas humanas no cão infectado. “Se alguém tiver tratando o seu animal com drogas destinadas a pacientes humanos, deve ter desviado essa medicação de um posto de saúde pública, ou então está importando remédios irregularmente de outro país. Essa duas situações são casos de polícia”, considerou.

A presidente do Movimento Gaúcho em Defesa dos Animais, Maria Luíza Nunes, criticou a eutanásia de cães afetados pela leishmaniose. Pediu igualmente a revogação da Portaria Interministerial nº 1.426/2008 que proíbe em todo o território nacional o tratamento em cães infectados com produtos de uso humano ou produtos não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Estiveram presentes na audiência pública os deputados Pedro Westphalen (PP), Carlos Gomes (PPS) e Cassiá Carpes (PTB). Também participam do debate o a coordenadora de Vigilância em Saúde em portos e aeroportos da ANVISA, Inês Mallmann e representantes do Centro Estadual de Vigilância, da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul e de ongs que defendem os animais.

Cassiá Carpes participa de audiência pública sobre leishmaniose e febre amarela


Foto: Alexandre Prates/ Gab. dep Cassiá Carpes
Deputado reforçou a preocupação com a leishmaniose na fronteira

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa debateu nesta quarta-feira (6) ações para enfrentar as doenças transmissíveis como febre amarela, gripe mexicana (A H1N1), dengue e leishmaniose, que estão deixando em alerta o Estado.

O deputado Cassiá Carpes (PTB) perguntou ao coordenador de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Francisco Paz, sobre o tratamento que o município de São Borja vem tendo em relação aos animais que possuem leishmaniose diagnosticada. Paz afirmou que em São Borja a eutanásia nos cães está correta, pois, segundo ele, este é o procedimento indicado pela portaria do Ministério da Saúde. O parlamentar lembrou que muitas organizações em defesa aos animais estão revoltadas com as mortes dos animais, inclusive já se manifestaram com cartazes e anúncios contra as autoridades.

Francisco Paz reiterou que essa atitude é necessária, já que a principal preocupação é não permitir o avanço da doença em humanos, e complementou lembrando que a construção do canil na cidade será de grande importância para recolher os animais de rua, na tentativa de reduzir o avanço da doença entre os animais.

Também participaram do debate o coordenador responsável do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, Luís Carlos Araújo; a coordenadora de Vigilância em Saúde em portos e aeroportos da ANVISA, Inês Mallmann; e representantes da Associação Brasileira da Indústria e Exportação de Carne Suína e da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Leishmaniose

---------- Forwarded message ----------
From: lenir angelica
Date: 2009/4/21

Excelentíssima Senhora Governadora
Ieda Crusius


Interceda com extrema urgencia junto aos responsáveis por tamanha barbaridade palhativa e para que passem a agir com eficácia e seriedade a fim de que , senão eliminar , pelo menos minimizar os verdadeiros focos , que bem sabemos não serem cães e sim mosquitos . Lembre-se que lá pelo ano de 1939 ( aproximadamente), com bem menos recursos , mas muito mais seriedade e vontade de resolver , órgãos da saúde conseguiram erradicar a Febre Amarela em nosso estado , sem nenhum tipo de matança , que tenha havido registro . Isto é , agiram eliminando o foco real : MOSQUITO ! Assim , haveria solução para tantas doenças de extrema gravidade no estado . E hoje , que máquinas extremamente sofisticadas conseguem fazer chover em algumas fazendas e em outras sem nenhum escrúpulos aviõezinhos jogam veneno no que homens comem , nas plantações,e nada acaba com esse arbítrio , como não conseguem agir contra os mosquitos e preferem a matança de cães que , todos sabem , mesmo se contaminados com o protozoário da Leischmaniose não a transmitirão de modo algum a quem quer que seja . Precisará serem picados pelo mosquito para haver a contaminação de outros humanos ou mesmo cães . Logo , se o mosquito infectado mesmo por um humano , picar outro humano estará formada a corrente de contaminação sem nenhuma participação dos cães . A propósito , porque ninguém vê as máquinas de burrifação contra mosquitos atuando nas ruas de centros urbanos, periferias e zonas rurais, já que beiramos surtos epidêmicos???
Lenir Angélica
AGPA

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mudanças no controle da leishmaniose visceral no Brasil

INFORME TÉCNICO
Depois de duas décadas de tentativas de controle da leishmaniose visceral (LV) no Brasil, o número de casos no país aumentou nitidamente e invadiu áreas urbanas, onde encontrou-se com a AIDS 27.


A recente proposta do Ministério da Saúde de reavaliar os programas de controle de endemias, aliada ao reconhecimento da pouca eficiência do programa brasileiro para LV, levou à convocação de um comitê de consultores para analisar o programa atual e propor mudanças para o controle da doença no país. Foram realizadas algumas reuniões do grupo técnico, a última tendo ocorrido em 4 de dezembro de 2000 em Brasília. Esta reunião contou com a presença dos consultores da Ministerio da Saúde e Técnico da Fundação Nacional de Saúde: Almério de Castro Gomes (Universidade de São Paulo), Carlos Henrique Nery Costa ( Universidade Federal do Piauí), Jackson Mauricio Lopes Costa (Universidade Federal do Maranhão), João Batista Furtado Vieira (Fundação Nacional de Saúde), José Wellington de Oliveira Lima (Fundação Nacional de Saúde) e Reinaldo Dietze (Universidade Federal do Espírito Santo). Em fevereiro de 2001, as modificações propostas foram apresentadas para os representantes das secretarias Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
34(2): 223-228, mar-abr, 2001.
estaduais de saúde e das coordenações regionais da Fundação Nacional de Saúde, para implementação.
O programa brasileiro, iniciado há mais de 40 anos, é composto pela integração de três medidas de saúde pública: a distribuição gratuita do tratamento específico, o controle de reservatórios domésticos e o controle de vetores. A medicação distribuída nas unidades públicas de saúde onde se trata LV são compostos de antimônio pentavalente, com dose recomendada de 20mg/kg/dia por no mínimo 20 dias.
O controle de reservatórios tem sido feito através do diagnóstico sorológico de todos os cães domésticos onde existe transmissão de Leishmania chagasi para seres humanos. Para isto, foi estruturada uma rede de testes de imunofluorescência, utilizando-se eluato de papel de filtro; todos os cães com resultado reagente têm sido sacrificados. Finalmente, o controle do vetor, essencialmente para o flebótomo Lutzomyia longipalpis, é aplicado eventualmente com o uso de inseticidas, por aspersão espacial (principalmente) ou por aplicação residual 22 29.
A recente epidemia devastadora do Sudão, onde populações deslocadas pela guerra civil tinham pouco acesso à medicação para LV 31, deixou claro que a ampla distribuição gratuita do tratamento específico é crucial para a prevenção da morte, particularmente entre os mais pobres, contingente que constitui a maioria das vítimas de LV.
Salvo pequenas modificações, decorrentes de análises e experiências recentes, as recomendações anteriores para o tratamento específico foram ratificadas pelo comitê de consultores. Baseado em revisão dos esquemas utilizados até o presente, sugeriu-se passar a duração mínima de 20 dias para 30 dias 6. A excreção quase totalmente renal do antimônio pentavalente8 21 e ausência de tabela para uso em pacientes com insuficiência renal, a conhecida eliminação extra-renal da anfotericina B12 e o fato de seus níveis séricos não serem afetados na insuficiência renal5 (e apesar de sua nefrotoxicidade) levaram à indicação do uso, ainda que cauteloso, de anfotericina B como droga de escolha para pacientes com LV em insuficiência renal. A segurança do uso de anfotericina B na gestação33 34 e a falta de estudos conclusivos sobre a eratogenicidade de antimônio23, levaram à recomendação de indicação de anfotericina B na gestação. Foram consideradas medidas de segurança a dosagem de creatinina do soro antes do início do tratamento e o acompanhamento eletrocardiográfico de pessoas mais velhas ou com cardiopatias.
O programa de eliminação de cães domésticos apresenta o menor suporte técnico-científico entre as 3 estratégias do programa de controle. Foram identificados 10 pontos de maior fragilidade:
1) A falta de correlação espacial entre a incidência cumulativa de LV humana com a soroprevalência canina26.
2) A ausência de risco significativo de coabitação com cães para aquisição de LV 10.
3) A demonstração teórica de que é um método pouco eficiente em comparação com as estratégias de controle vetorial e de suplementação alimentar15 30.
4) A demonstração de que outros reservatórios podem ser fontes de infecção de L. chagasi, tais como pessoas (particularmente crianças desnutridas que podem transmitir para outras crianças)11, canídeos silvestres13 e marsupiais32.
5) A grande velocidade com que a população canina é reposta, exigindo proporção e freqüência de retiradas de cães soropositivos impraticáveis7.
6) A baixa eficiência dos testes sorológicos em detectar infecção canina16.
7) A utilização de um único método para efetuar as duas funções de teste de triagem e de teste confirmatório para infecção por L. chagasi; isto conduz a elevado custo por benefício devido à alta proporção de resultados falso-positivos, particularmente quando a prevalência real é baixa18 35. 8) A falta de indicadores clínicos ou laboratoriais de infectividade de cães para o vetor 28.
9) A ausência de experiências anteriores que tenham demonstrado vantagens exclusivas da eliminação de cães, pois todos os relatos de sucesso de programas de controle de LV onde foram eliminados cães descrevem também o controle de vetores com inseticidas1 24 25.
10) A publicação de observações e ensaios em que se verificou que quando esta medida foi aplicada sozinha, não houve demonstração inequívoca da vantagem de seu uso em reduzir a
incidência de LV em seres humanos 3 14 17.
Os consultores recomendaram então que a triagem sorológica universal sistemática de todos os cães seguida de eliminação deve ser suspensa. Sugeriram que, na ausência do vetor ou de casos humanos, as únicas medidas para as áreas com leishmaniose visceral canina devem ser de vigilância e de educação em saúde. Devem ser promovidos inquéritos sorológicos amostrais contingenciais de infecção canina e a intensificação da identificação de vetores. Indicaram a necessidade de formulação de programa de educação sobre a doença para o pessoal de saúde no sentido de alertar para o diagnóstico em seres humanos, e outro programa educativo, voltado para médicos-veterinários, com a recomendação de não tratarem cães doentes com as drogas disponíveis, tanto pela ineficiência como medida de saúde pública devido à infectividade para flebótomos de cães tratados como pelo risco de desenvolvimento de resistência à medicação a longo prazo2. Foi recomendado também que a população seja alertada para solicitar às unidades de controle de zoonoses o exame de seus cães com sintomatologia suspeita. Foi indicado que o teste sorológico de eluato de sangue em papel de filtro deva ser substituído por sorologia convencional. O comitê acha que a eliminação de cães deve ser restrita apenas para as situações em que o diagnóstico de leishmaniose visceral for confirmado parasitologicamente ou que exames sorológicos confirmem casos clinicamente suspeitos, em cães procedentes de áreas endêmicas.
Fundamentado em numerosos relatos e ensaios de bons resultados no controle de LV onde houve aplicação de inseticidas para o controle de LV, antroponótico ou não, ou de outras doenças transmitidas por vetores, tais como malária e doença de Chagas1 9 19 20, os consultores enfatizaram que a prioridade do programa de controle da transmissão deve ser dada para o controle de vetores, em vez da atual ênfase conferida ao controle de reservatórios. O comitê sugeriu a distinção entre as circunstâncias em que o uso de inseticidas está formalmente indicado das situações em que medidas mais conservadoras devem ser tomadas. Recomendou que a aplicação de inseticidas só pode ser efetivada quando houver registro de casos humanos na área. Mesmo na presença de casos humanos, o comitê só recomendou o controle de vetores para as áreas onde pelo uma das três seguintes situações estiver presente em uma área limitada: 1) Introdução recente da doença. 2) Aumento nítido da incidência. 3) Incidência cumulativa maior que 5 casos por 100.000 habitantes por ano. Quando nenhuma das características acima estiver presente, o comitê recomendou que apenas se intensifique a tentativa de identificação de casos humanos adicionais na área (buscando justificativa adicional para uso eventual de inseticidas), o treinamento de profissionais de saúde para assegurar o reconhecimento da doença e a ampliação da procura do vetor para as áreas vizinhas. Ressaltou que a aplicação de inseticidas deve-se restringir a aplicações residuais, com cobertura extensiva de todo o domicílio e seus anexos.
O comitê enfatizou os resultados de um estudo de coorte que havia identificado um maior risco de crianças desnutridas infectadas por L. chagasi desenvolverem os sintomas de LV 4. Mesmo ciente que esta associação não foi confirmada em dois outros estudos de coorte16 29, (talvez decorrente de erro tipo II 16, ou da carência de algum nutriente de efeito ainda desconhecido na LV, ausente em uma área mas presente nas outras) classificou o fator de risco como relevante e passível de intervenção. Por isto, recomendou que o programa de controle de leishmaniose visceral se articule com os programas de assistência nutricional, a fim de priorizar suplementação alimentar às crianças de alto risco de infecção por L. chagasi.
O comitê de assessores reconheceu que muitos pontos da epidemiologia e profilaxia da LV não estão ainda devidamente esclarecidos, o que dificultou a escolha das melhores recomendações. Por isto, sugere que o Ministério da Saúde e agências oficiais de fomento à pesquisa devam encomendar pesquisas à comunidade científica sobre a epidemiologia e o controle da LV. Chama especial atenção para tópicos relevantes tais como: quais são de fato as principais fontes de L. chagasi para populações humanas; testes diagnósticos que identifiquem a infectividade de cães para Lu. longipalpis; e a análise de estratégias para o uso de inseticidas mais efetivas e menos danosas.
O comitê entende que existem recomendações com alguma imprecisão mas acredita que possam
ser mais adequadamente especificadas através de decisões tomadas localmente, de acordo com as peculiaridades regionais. Finalmente, o comitê acredita que as modificações propostas resultarão em aplicação mais racional e eficiente dos recursos destinados ao controle desta endemia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Alencar JE. Profilaxia do calazar no Ceará, Brasil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 3: 175-180, 1961.
2. Alvar J, Molina R, Andrés MS, Tesouro M, Nieto J, Vitutia M, González F, Andrés MDS, Boggio J, Rodriguez F, Sáinz A, Escacena C. Canine leishmaniasis: clinical, parasitological and
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Medidas combate a Leishmaniose são questionadas

Doutora em entomologia questiona medidas ineficazes de saúde pública no Lago Norte
A bióloga Maria Regina Oliveira, moradora do Lago Norte, enviou uma carta à Secretaria de Saúde questionando as medidas de combate à Leishmaniose que estão sendo adotadas na região.



Ilma. Sra.
Dra. Disney Antezana
Subsecretaria de Vigilância à Saúde
Secretaria de Estado da Saúde
Nesta.
Prezada Subsecretaria,

Por minha moradia estar situada no Lago Norte - área considerada de surto ou de transmissão intensa (?) do protozoário, Leishmania spp., e dos vetores Lutzomyia longipalpis e L. cruzi (Diptera, Psychodidae), e ainda por possuir cães, recebi a presença de agentes de saúde em 16 de junho de 2008, para a coleta de sangue dos animais.
Apesar dos laudos terem sido emitidos em 17 de setembro de 2008, em meados de dezembro de 2008, recebi o diagnóstico de que um dos cães estava contaminado com Leishmania spp. O exame realizado por esta Subsecretaria foi o da Reação de imunofluorescência indireta (RIFI), na diluição 1:40.
Conforme recomendação do Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral, da Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde (MS), aceita-se como positivas diluições a partir de 1:80. Nos títulos iguais a 1:40, recomenda-se a solicitação de uma nova amostra em 30 dias. A sugestão deste Manual é o de que se realizem outros diagnósticos como o parasitológico, ensaio imunoenzimático (ELISA), método do PCR (amplificação do DNA do parasita), fixação do complemento e aglutinação direta (DAT), para a confirmação do protozoário.
Apesar de não ter sido sugerido pelos agentes que vieram buscar o meu cão para eutanásia de que uma nova coleta 30 dias após a emissão do primeiro laudo poderia ser realizada, imediatamente, busquei outros diagnósticos que pudessem contestar a presença do protozoário. Felizmente, para o meu cão, os diagnósticos: parasitológico e o DAT confirmaram a ausência do protozoário, conforme laudos em anexo.
Como cidadã brasileira e bióloga, reconheço e estimo as prioridades do governo em se buscar uma melhor proteção à saúde humana para o caso das epidemias, incluindo à campanha para contenção de leishmaniose realizada por esta Subsecretaria. Entretanto, não posso ficar à margem e me esquecer dos direitos de milhares de criaturas que são colocadas em nossos lares - os cães - e que por não apresentarem vozes que contestem a solução de extermínio indiscriminado como é o caso de diagnóstico falso/positivo (RIFI - diluição 1:40).
Frente a esta campanha que pouquíssimos resultados produzirão para a população humana e canina, a exceção do extermínio de milhares de cães e os problemas emocionais à diversas pessoas pela perda de seus cães, faço as seguintes considerações e ressalvas a esta Subsecretaria:
1) Outros hospedeiros vertebrados, além dos cães, representados na natureza por várias ordens e espécies, são também vetores da Leishmania spp. Frequentemente, recebemos visitas de gambás, micos e outros mamíferos em nossos jardins. Entretanto, não tive notícias de extermínios desses animais.
2) O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) tem o registro de vacina para este protozário e não há recomendação para vacinação de cães pelo MS. Quando um ser humano se defronta com uma situação de epidemia e com a disponibilidade de ser vacinado, este procedimento é adotado imediatamente. Por que não para os cães?
3) Em relação às medidas de prevenção e ou contenção da epidemia adotadas por esta Subsecretaria pude observar que:
• Nunca houve contagem do número de vetores em minha ou outras propriedades de pessoas conhecidas no Lago Norte. Também, desconheço a colocação de armadilhas que pudessem orientar para um melhor programa de aplicação de agrotóxicos nas áreas mais infestadas, considerando que todas as respostas já foram obtidas de acordo com o Brasil (2006):
• Investigar o local provável de infecção (LPI);
• Conhecer a presença, a distribuição e monitorar a dispersão do vetor;
• Dar condições para que os profissionais da rede de saúde possam diagnosticar e tratar precocemente os casos;
• Monitorar a tendência da endemia, considerando a distribuição no tempo e no espaço;
• Indicar as ações de prevenção de acordo com a situação epidemiológica;
• Desencadear e avaliar o impacto das ações de controle;
• Monitorar os eventos adversos aos medicamentos.
• O controle das leishmanioses, tanto em saúde pública como individualmente, é pouco eficiente, não existindo medidas simples e eficazes de proteção. Por isto, é necessário a conscientização para o manejo integrado ambiental/saúde pública. Entretanto, desconheço uma campanha de conscientização pela imprensa escrita e falada, de modo constante e clara mostrando a necessidade de limpeza de quintais, jardins, construções em áreas apropriadas, cuidados com galinheiros etc.
• A demora entre a coleta de sangue e entrega dos laudos (seis meses) por si só torna toda a campanha sem validade. Neste período quantas pessoas e cães foram infectados?
• Uma vez que o exame RIFI é realizado para duas diluições, 1:80 e 1:40 e há recomendação do MS para repetir a operação trinta (30) dias após a liberação do laudo quando o resultado for 1:40 - falso/positivo, é necessário que os agentes de vigilância da saúde instruam os possuidores de cães para esta possibilidade. Além disso, é também necessário que uma lista de laboratórios credenciados para a realização dos diagnósticos complementares seja repassada aos interessados.
Senhora Subsecretaria, considerando os pontos acima mencionados, é necessário reavaliar esta campanha que penaliza apenas os seres indefesos como os cães.
Atenciosamente
Maria Regina Vilarinho de Oliveira
Biológa, Entomológa, Dra.
E.mail: mrvoliveira@yahoo.com.br


Consulta bibliográfica: Brasil. Ministério da Saúde. Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. - Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. 120 p

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Alternativas Contra o Sacrifício

Os clínicos veterinários de Belo Horizonte decidiram lutar contra o sacrifício de animais com leishmaniose, doença que afeta a população canina da capital mineira. Em vez da eutanásia, propõem tratamento capaz de prolongar a vida. A campanha foi deflagrada pela Anclivepa-MG, cujo presidente, Manfredo Werkhauser, se mostra preocupado com o avanço da doença na região Sudeste.


- Nas regiões Norte e Nordeste, principalmente Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Recife e cidades do interior, a doença já se estabeleceu há algum tempo. O que se observa é a propagação para o Sudeste, pois o mosquito Lutzomia longipalpis existe em todas as regiões. Tendo um reservatório [animal] silvestre ou doméstico que migra, o ciclo se fecha. Em Belo Horizonte, não há mais bairros sem casos de calazar, e em alguns municípios de Minas Gerais, como Montes Claros, 30% da população canina estão acometidos. Colegas do Rio de Janeiro informam que já foram detectados vários casos em Itaguaí, Santa Cruz, Pedra de Guaratiba e Mangaratiba. Em São Paulo, o ambulatório da USP registrou dois casos autóctones na capital.
O sinal de alerta para Belo Horizonte veio em 96, quando aproximadamente cem mil amostras de sangue colhidas em cães da cidade revelaram 4,5 mil resultados positivos para calazar. De acordo com Manfredo Wekhauser, a taxa de 4,5% não significa necessariamente que todo animal parasitado deva ser eutanasiado. Ele defende uma política de tratamento, e argumenta que este é o caminho adotado em países com taxas semelhantes, como Espanha (5 a 10%), Itália (14 a 23%), França (3 a 17%) e Portugal (8 a 11%). ÒO cão não é o vilão da história, e sim o mosquito, define.
O presidente da Anclivepa-MG lembra que a partir de 92 a entidade tomou conhecimento da propagação da doença através do inquérito epidemiológico feito pela prefeitura de BH. Desde então, vem sendo realizada a eutanásia dos cães positivos, o que gerou a reação dos clínicos veterinários, como explica Werkhauser:
¬ Na ocasião, mostramos ao então secretário de Saúde que não adiantava sacrificar o reservatório sem fazer o controle do mosquito. Em resposta à alegada falta de verbas e de homens treinados para aplicação de inseticida, a Anclivepa começou a orientar os proprietários de cães acometidos, ensinando a borrifar com piretróides a área em torno dos domicílios. Depois, analisando relatórios da Secretaria de Saúde desde 1993, pudemos comprovar nas estatísticas relativas à incidência de leishmaniose em Belo Horizonte que os casos só aumentavam, mesmo com o sacrifício dos cães positivos. E agora, recentemente, a partir de agosto de 97, os clínicos, impotentes e desgastados de tanto sacrificar cães sob orientação do Serviço Municipal de Controle de Zoonoses, resolveram adotar os mesmos procedimentos e protocolos de tratamento realizados na costa do Mediterrâneo. A saída era priorizar um trabalho de atualização em relação ao calazar. Conhecer a experiência do exterior foi uma das iniciativas adotadas pela Anclivepa-MG a fim de encontrar uma alternativa à eutanásia dos cães. Para isso, a entidade convidou a professora e pesquisadora Guadalupe Miró, da Faculdade de Madri, que trouxe novos conceitos nesta área.
- Com o protocolo utilizado em países como Espanha, Portugal, Itália e França, os médicos veterinários daqui têm conseguido bons resultados com a melhora clínica do cão e a satisfação dos proprietários dos animais. É um controle que permite iniciar o tratamento, evitando o sacrifício e prolongando a sobrevida do animal afetado em até seis anos. É claro que isso só será possível se o resultado dos exames mostrar que a lesão hepática ou renal não compromete o tratamento.
-Os exames são, segundo Werkhauser, fundamentais para o tratamento. O presidente da Anclivepa-MG lembra: a literatura cita que 50 a 60% dos cães positivos são assintomáticos. ÒEste é um dos pontos de estrangulamento do controleÓ, acrescenta.Os exames sorológicos são prioritários, e entre eles destacam-se a imunofluorescência, fixação de complemento e elisa. Somente os exames sorológicos nos permitem diagnosticar se o cão está parasitado. Há ainda os exames parasitológicos, punção de medula para histologia e biópsia de pele. Também estamos realizando prova de função hepática e renal, além do hemograma e proteinograma ¬ finaliza.

Medidas de Prevenção para o Homem
(Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Superintendência de Controle de Endemias)
Pelo fato de serem zoonoses primitivas das florestas, há dificuldades em aplicar contra as leishmanioses medidas preventivas utilizáveis em relação a outras doenças transmitidas por vetores. Na maior parte das áreas endêmicas, onde se observa o padrão clássico de transmissão, pouco pode ser feito no momento em relação à profilaxia da doença, dada a impossibilidade de se atuar sobre as fontes silvestres de infeção. No entanto,algumas medidas devem ser adotadas, tais como:
- medidas clínicas, diagnóstico precoce e tratamento. A partir dos sintomas, o homem deve ser submetido a exames e tratamento adequado.
- medidas de proteção individual. São meios mecânicos como uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas, evitar a frequência na mata, principalmente no horário noturno, a partir do anoitecer (crepúsculo) sem o uso de roupas adequadas, boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas, além do uso de repelentes.
- medidas educativas. As atividades de educação em saúde devem estar inseridas em todos os serviços que desenvolvem ações de controle, requerendo o envolvimento efetivo das equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviço.
Medidas de Controle
Uma vez efetuada a delimitação da área de foco, definido como espaço de transmissão que poderá ser o local de residência, local de trabalho ou área para onde o paciente tenha se deslocado e em que existam fatores condicionantes de transmissão, isto é, o relacionamento da população humana local com flebotomíneos transmissores em áreas onde houve modificação do ambiente natural e onde haja sido detectado um ou mais casos autóctones, pode-se realizar o Controle Químico.
Para tanto, no Estado de São Paulo observa-se a ocorrência das seguintes condições:
*transmissão domiciliar - ocorrência de 2 ou mais casos na área de foco no período de 6 meses.
*Utilizam-se então inseticidas de ação residual: piretróides Deltametrina SC ou CE 2,5%
(200 ml produto para 8 litros de solvente) ou Deltametrina SC 5,0% (100 ml produto para 8 litros de solvente).1 ciclo de borrifação, em todas as unidades domiciliares da área delimitada, teto ao chão e beirais.repetição de novo ciclo a cada 6 meses (até completar 6 meses), na condição de ocorrência de novos casos.
****************************************************************
O que você pode fazer?
A Leishmaniose no ser humano tem tratamento, apesar de ser diferente daquele que é aplicado aos cães. Assim que algum cão for constatado ser portador da doença temos que informar o Centro de Controle de Zoonose .No entanto, ninguém nos tira o direito de ter um parecer de nosso veterinário de confiança. Se a eutanásia for inevitável, que seja feita de maneira humanitária, por injeçao intra-venosa, pelo Veterinário que nós escolhermos.
NAO ENTREGUE SEU CÃO PARA O CENTRO DE ZOONOSES!
LEVE-O AO VETERINÁRIO PARA QUE ELE DÊ O DIAGNÓSTICO FINAL!!
TEMOS QUE EXIGIR MEDIDAS PROFILÁTICAS!! QUE COMBATAM O MOSQUITO!! É UM ABSURDO O QUE VEM ACONTECENDO! SE A DOENÇA SE ALASTRAR O PRÓXIMO CÃO PODE SER O SEU!
OS ANIMAIS AGRADECEM
Colaboraram também para a elaboração desta página:
Agnes Buchwald
Presidente
Kennel Clube Paulista
http://www.kcp.org.br
Dra. Silvia Parisi - veterinária
crmv - sp 5532
http://www.vidadecao.com.br
Ana Yates
USPA - Ilha do Governador
União Societária de Proteção aos Animais
Rio de janeiro

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